Em ato de campanha com artistas no Centro do Rio nesta quarta-feir, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu incluir a Cultura como cláusula pétrea na Constituição Federal. A sugestão foi dita quando ele foi provocado pela atriz Juliana Alves a explicar qual era a sugestão para evitar mudanças drásticas com trocas de governo. Leia mais: Em debate para o Senado, Prado defende fim da escala 6x1, Tebet diz que não é de esquerda e Salles contesta 'voto útil' bolsonarista Quaest em Pernambuco: Campos abre frente de 9 pontos contra Lyra no eleitorado feminino após vídeo sobre laqueadura — Precisamos ver como é que se pode fazer uma emenda constitucional para pegar a centralidade da cultura e transformá-la numa cláusula pétrea, garantindo que a politica cultural seja definitiva — disse Lula, antes de criticar o fim do Ministério da Cultura durante o governo Jair Bolsonaro (PL). A agenda desta quarta-feira é a primeira de três que Lula faz no Rio. Ele chegou pela tarde um dia depois de discursar na assembleia da ONU, onde criticou uma interferência externa nas eleições brasileiras. A frase “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, dita no discurso nos Estados Unidos já começou a ser usada pela campanha em banners digitais exibidos no palco. Antes da chegada de Lula, um trio musical cantou paródias de musicas brasileiras adaptadas a campanha. Além de exaltar a trajetória do presidente, uma das canções tinha versos de ataques ao adversário Flávio Bolsonaro, buscando colar a imagem do senador à crise de Banco Master.
Em outro momento o telão ainda mostrou a frase “Flávio é Bet e Lula é caminho”. O tema virou um dos temas mais debatidos pelos dois presidenciáveis. Mais cedo, Flávio Bolsonaro prometeu proibir os cassinos onlines e criticou uma falta de fiscalização na gestão do adversário.
O fim das bets foi um dos temas de discurso do prefeito do Rio Eduardo Cavaliere (PSD), que compareceu ao evento. Ele defendeu o fim das casas de apostas e lembrou que a capital fluminense foi a primeira cidade a proibir a publicidade dessas empresas em áreas públicas.
O candidato a governador Eduardo Paes (PSD) não foi à agenda desta quarta-feira. Durante sua fala, Cavaliere fez críticas ao bolsonarismo e a uma fala de Douglas Ruas (PL), adversário de Paes, contra o custeio dos camarotes na Sapucaí e ao desfile da Acadêmicos de Niterói. No fim, o prefeito do Rio exaltou a chapa que apoia: além de Paes, os candidatos ao senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Neste momento, parte do público vaiou e começou a gritar pelo nome de Mônica Benício (PSOL). Paulo e Mônica disputam o segundo voto da esquerda no Rio. A candidata do PSOL estava na plateia junto a correligionarios.
'Não quero fazer guerra, quero ganhar na narrativa' Lula também criticou o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Ao citar seu discurso e do americano na ONU, ele ironizou dizendo que Trump fala apenas de poder bélico. — O importante foi comparar o meu discurso com o discurso do Trump. Do presidente de um país em desenvolvimento e comparar com o discurso de um presidente que começa dizendo, "eu tenho o maior exército do mundo, a maior marinha do mundo, o maior foguete do mundo, eu tenho a melhor bomba do mundo, eu sou o país mais forte do mundo". Ele fala isso em toda reunião como se tivesse ameaçando todo mundo. Como sei do meu tamanho, não quero fazer guerra com ele, eu quero ganhar dele na narrativa. E nós estamos ganhando na narrativa. Lula também criticou o movimento dos times de futebol que se posicionaram contra a proibição das bets. O presidente lembrou que foi criada a lei das Safs para ajudar a financiar as atividades do futebol. — Se tiver algum dirigente de clube me ouvindo agora, pelo amor de Deus, reflita (...) Vamos acabar com as bets. Que os times aprendam a viver sem lavagem de dinheiro. Sem citar Pedro Paulo nominalmente, Benedita da Silva defendeu a aliança do PT no Rio, que decidiu apoiar o aliado de Paes na corrida ao senado. — As alianças não se faz com os iguais, mas com os diferentes. Nossa aliança é conjuntural. Lider é pra liderar e Lula está esperando de nós do estado do Rio nosso gesto. Você precisa de seus aliados pelo Brasil em todos os poderes no legislativo e judiciário. Você precisa de uma bancada forte
O Globo