Em ‘A nobreza do amor’, Binta se casa com Jendal: ‘Daí pra frente é só para trás’, diz Lesliana Pereira - QTU Questões do Universo

Em ‘A nobreza do amor’, Binta se casa com Jendal: ‘Daí pra frente é só para trás’, diz Lesliana Pereira

Fonte: Bandeira da fonte

Binta chegou a Batanga cercada de mistério, mas uma coisa Lesliana Pereira, sua intérprete, já deixa clara: sua personagem em “A nobreza do amor” não entrou na história para ocupar um lugar discreto.
A partir de hoje, quando vai ao ar o casamento da nobre senegalesa com Jendal (Lázaro Ramos), a personagem dá mais um passo em sua estratégia para conquistar espaço e poder no reino.
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— Ela é uma mulher poderosa, que usa todas as ferramentas como a sedução, a inteligência, a posição que ocupa...
A Binta quer tudo! Quer a atenção desse rei, quer um reino.
Como se diz na gíria, daí pra frente é só para trás — diverte-se Lesliana.
Depois de conseguir a anulação do casamento do rei com Alika (Duda Santos), Binta se torna oficialmente a nova mulher de Jendal em uma cerimônia grandiosa, que reúne autoridades, convidados internacionais, músicos e representantes de diferentes nações.
— Estou muito ansiosa para ver no ar.
Ficou realmente muito bonito.
Foi um dia bem exaustivo no sentido de carga de cena, muita coisa, muito visual e muita figuração.
O guarda-roupa dessa novela por si só é lindíssimo, mas a roupa de casamento da Binta é uma coisa à parte.
Todos os louros para a equipe de figurino — exalta a atriz, de 38 anos.
Lesliana Pereira
@guilhermelima
Depois do casamento, o público vai ver Binta colocar em prática seu lado estrategista ao se aproximar de Pascoal (Luciano Quirino) em um tom de sedução.
A atriz defende a liberdade e a inteligência emocional de sua personagem:
— A Binta é essa mulher que usa sua sensualidade e poder de articulação sem vergonha, sem pudor.
Ela já chegou com uma dança do véu tirando camadas.
Eu gosto e me sinto tranquila.
É para isso que a gente faz essa profissão: para se desafiar, sair da zona de conforto e fazer coisas diferentes — afirma ela, que também faz aulas de prosódia por conta do sotaque: — Uma ou outra palavra às vezes é um pouco mais difícil, aí dou uma treinada.
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A novela é também transmitida em Angola, só que às 22h da noite de lá.
— O público acompanha religiosamente e está a amar muito.
Particularmente, fiquei muito impressionada com a pesquisa feita.
Quando sentei na caracterização, olhei para as perucas e adornos e vi penteados inspirados em tribos angolanas do interior que eu conheço.
Fiquei muito impressionada com os detalhes.
A linguagem também está a ser muito comentada em Angola, pois muitas palavras dos dialetos nacionais angolanos estão a ser utilizadas em Batanga.
A relação de Lesliana com o Brasil é antiga.
— Angola é o país que mais consome os conteúdos da Globo fora do Brasil.
O antigo “Caldeirão do Huck”, os programas do Faustão, acordar com a Ana Maria Braga...
isso é do dia a dia do angolano.
Ver a abertura que o canal deu para falar de um reino africano com essa sensibilidade e cuidado tem feito o público não só angolano, mas também de Moçambique vibrar.
É muito importante para o jovem afrodescendente no Brasil ver uma das maiores plataformas de audiovisual contar as histórias dos seus ancestrais e dos reinos.
Presta um papel muito necessário de identidade e identificação.

Ela também trabalhou durante 7 anos como apresentadora e repórter da Globo Internacional, no programa “Revista África”.
— Já tinha vindo várias vezes aos Estúdios Globo para fazer entrevistas como jornalista, cobrir novos conteúdos, gravar o Carnaval do Brasil em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Toda essa bagagem fez com que depois eu pudesse produzir e apresentar meu próprio programa em Angola, fazer teatro e outras novelas.
A experiência na Globo Internacional foi um trampolim gigante para que eu tivesse bagagem para gerir meus próprios projetos localmente.
Sua estreia no audiovisual brasileiro, porém, veio antes: aos 20 anos, foi escalada como a fada madrinha de “Xuxa e o mistério de Feiurinha”.
— Eu brinco que comecei pela porta da frente! Eu tinha uns 20 anos, querendo muito ser atriz, fiz o teste e passei.
Fui à Casa Rosa fazer leitura de texto, conheci a Hebe Camargo, vivi todo aquele universo de perto.
Para nós a Xuxa também era a maioral no mundo.
Antes do filme, ela tinha ido a Angola fazer um grande show infantil num estádio para mais de 20 mil pessoas.
Daí surgiu a vontade dela de ter uma fada madrinha negra no filme.
Foi juntar o útil ao agradável.
É um trabalho que tenho um amor gigante e vou levar para a vida toda.
A estreia de Lesliana Pereira no audiovisual brasileiro foi ao ser a a fada madrinha de “Xuxa e o mistério de Feiurinha”
Arquivo pessoal
Além disso, a angolana foi coroada Miss Angola no final de 2007.
— Eu era estudante angolana em Portugal, tinha saído de Angola aos 8 anos e vivido 10 anos fora.
Queria muito voltar para o meu país, não gostava do clima frio e de chuva.
Usei o concurso como desculpa para minha família deixar eu voltar para Angola! Quando terminei o Miss Universo, já emendei no teste da Globo.
Eu detestava ir a eventos com faixa e coroa, achava um mico.
Quando acabava, eu pegava o microfone da Globo e começava a entrevistar as pessoas!
Lesliana Pereira foi Miss Angola
Arquivo pessoal
Fora dos estúdios, a atriz vive uma rotina tranquila entre o Rio de Janeiro e Luanda, de onde administra o namoro a distância com o executivo do mercado financeiro Victor Garcia, com quem está há quase três anos:
— Consegui dar um pulo de três dias em Luanda na semana passada para matar a saudade e ele já está vindo para o Rio daqui a dez dias.
Meu trabalho é parte importante da minha vida e ele superentende.
Ainda há muita reviravolta na trama pela frente, mas Lesliana já pensa em novos projetos por aqui.
— Quero muito mais trabalhos, seja novelas, streaming ou no cinema brasileiro, que tem feito um barulho gigante no mundo.
Tal como temos vários atores portugueses nas novelas, quero também representar a África, estar inserida no mercado e construir uma trajetória aqui.