Elopement Wedding: saiba por que o casamento a dois virou tendência

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Para alguns casais, a imagem do casamento ideal não passa por um salão cheio, uma lista extensa de convidados ou meses de preparação para uma única noite. A celebração pode caber em uma viagem, em uma paisagem especial e na presença de poucas pessoas. É nesse espaço que o Elopement Wedding, conhecido como casamento a dois, vem ganhando novos significados. A proposta privilegia a intimidade e permite que os noivos escolham o cenário, o tamanho da cerimônia e a forma de celebrar sem seguir necessariamente o roteiro tradicional. Casamento no inverno muda o vestido de noiva? Veja as tendências que ganharam espaço Confira: Nova tendência de lua de mel valoriza exclusividade, natureza e experiências personalizadas Casamento em 2026: 5 erros que você não pode cometer ao escolher o vestido de noiva O termo nasceu da ideia de "fugir para casar", mas a versão contemporânea está longe de ser uma decisão tomada às pressas. Há planejamento, fornecedores e escolhas tão cuidadosas quanto em outros formatos de casamento. A diferença está na escala e, principalmente, na experiência que o casal quer construir. A cerimônia pode acontecer apenas com os noivos e profissionais essenciais, como celebrante e fotógrafo, ou incluir um pequeno grupo de familiares e amigos. Para Camila Piccini, fundadora do Casar.com, o formato atende a uma mudança na maneira como alguns casais enxergam a celebração.

"Essa modalidade pode ser perfeita para casais que buscam algo único, sem muitos holofotes ou gastos, como naturalmente associamos ao imaginar cerimônias de casamento. É uma opção leve e cheia de significado, até mesmo para quem não abre mão de um momento marcante", avalia. Foi o caminho escolhido por Vitória Kilsan e Vinicius Nascimento. Em vez de organizar uma grande festa, os dois decidiram viajar para Paris e realizar a cerimônia em um jardim público com vista para a Torre Eiffel. A escolha combinava dois desejos que já faziam parte dos planos do casal: viver a experiência de um casamento e conhecer um destino especial. Tendência no universo de casamentos, Elopement Wedding atrai casais que buscam mais intimismo e personalização @gabialvesphotography "Eu sempre quis casar e viver o meu momento de noiva, mas nunca fiz questão de uma grande festa. Já o meu marido sempre enxergou uma festa de casamento como um investimento muito alto diante de outras prioridades que temos para a nossa vida, como comprar nosso apartamento, ter filhos e viajar", conta Vitória. A intimidade foi outro fator decisivo. Sem uma lista extensa de convidados ou a necessidade de conciliar expectativas familiares, o casal teve liberdade para definir cada etapa de acordo com suas preferências. "Para nós, foi exatamente isso. Pudemos construir uma experiência 100% com a nossa cara, mais leve, flexível, descontraída e, principalmente, muito verdadeira", relata. Casamento a dois não significa casamento sem planejamento Apesar de a cerimônia ser menor, o Elopement Wedding não elimina as formalidades necessárias para que a união seja reconhecida legalmente. Quando realizado no exterior, por exemplo, o processo pode envolver regras específicas do país escolhido. O casamento civil também pode ser feito no Brasil antes da viagem ou posteriormente, enquanto a cerimônia simbólica acontece no destino escolhido. Gabriela Pereti e Vinicius Monteiro optaram por separar as duas etapas. Antes de viajar, oficializaram a união civil no Brasil. Em Positano, na Costa Amalfitana, reservaram um quarto de hotel para a cerimônia a dois, aproveitando a paisagem italiana como parte da celebração. A viagem também incluiu um jantar com familiares e amigos próximos. O exemplo mostra que escolher um Elopement não significa abrir mão de todas as outras formas de comemorar. O casal pode organizar encontros antes ou depois da cerimônia, incluir pessoas queridas em determinados momentos ou simplesmente manter a experiência restrita aos dois. Não existe um formato único. Casar sem festa? Entenda o Elopement Wedding, tendência entre casais @victoralvarengafoto E o custo? A possibilidade de reduzir a lista de convidados costuma pesar na decisão. Uma celebração menor pode diminuir despesas com espaço, buffet, decoração e estrutura para receber dezenas ou centenas de pessoas. Quando a cerimônia acontece fora do Brasil, entram na conta passagens, hospedagem e outros custos da viagem, mas o casal pode combinar diferentes momentos em um mesmo deslocamento. No caso de Vitória e Vinicius, a viagem reuniria casamento, férias e lua de mel. "Para nós, fez muito sentido financeiramente, não só por ser um casamento fora do Brasil, mas principalmente pelo formato que escolhemos. Sabemos também que cada convidado acaba representando um custo a mais. Além disso, percebi que poderíamos conciliar várias coisas que eram importantes para nós em uma única experiência: férias, casamento e lua de mel", diz ela. Destinos como França e Itália também ajudam a ampliar a experiência para além da cerimônia. Paris, Positano e outras cidades associadas ao imaginário romântico podem funcionar como cenário para o casamento e, ao mesmo tempo, como parte da viagem que vem depois. "Percebemos um movimento cada vez mais forte de casais que decidem unir casamento e lua de mel numa única viagem, especialmente para destinos fora do país. Além de otimizar tempo e orçamento, essa combinação transforma a experiência em algo muito mais completo: o casal vive a cerimônia dos sonhos e já emenda com o descanso e a descoberta de um novo lugar, tudo em uma única jornada. É uma tendência que reflete um desejo maior de viver o casamento como uma experiência inteira, não apenas um evento pontual", observa Camila. Menos convidados não significa menos organização A redução da escala pode dar a impressão de que o planejamento também será simples. Quando há uma viagem internacional envolvida, porém, a organização pode exigir ainda mais atenção. Documentação, prazos, traduções, fornecedores locais e regras para a realização da cerimônia precisam entrar no planejamento com antecedência. Nesse cenário, uma assessoria com experiência em casamentos intimistas e celebrações no exterior pode ajudar a organizar essas etapas e evitar que questões práticas ocupem o espaço da experiência que o casal imaginou. "Mesmo em um formato mais enxuto como o Elopement, a organização continua sendo fundamental. Muda o tamanho da celebração, mas não a importância do planejamento. Isso fica ainda mais evidente quando o casamento acontece fora do Brasil, já que cada país tem suas próprias exigências burocráticas e documentais. Por isso, é de grande ajuda utilizar ferramentas de organização e checklists, principalmente quando envolve documentação em outro país, para que o casal possa focar no que realmente importa: viver o momento", acrescenta Camila. No fim, o Elopement Wedding coloca em discussão uma ideia que durante muito tempo pareceu indissociável do casamento: a de que a celebração precisa ser grande para ser marcante. Para alguns casais, a escolha pode estar justamente em reduzir a escala e concentrar a atenção na experiência, seja em uma cerimônia apenas a dois, seja ao lado de um grupo pequeno de pessoas importantes. "Se está de acordo com o que vocês acreditam, façam! Vai ter muita coisa envolvida, como em qualquer casamento, seja ele pequeno, médio, grande, no seu país ou fora. Então vale planejar bem, buscar bastante informação sobre os locais e, se possível, contar com uma assessoria para que tudo saia bem e vocês possam aproveitar cada momento, realizando o sonho de vocês dois", afirma Vinicius.

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