Eliana, Juliette, Bela Gil, Erika Januza e Tati Machado revelam como o poder da escuta e a vulnerabilidade podem ser transformadores
Sem fórmulas prontas ou os discursos ensaiados. Quando Eliana, Tati Machado, Bela Gil, Juliette e Erika Januza se encontram, o que entra em cena é uma coreografia de vivências que pouco lembra o rigor dos estúdios. Elas são diferentes, seja em idade, em trajetória ou repertório, mas compartilham um luxo raro nos tempos de algoritmos acirrados, que é a disposição para ouvir e, se preciso, mudar de opinião diante de todo o Brasil. A nova temporada do "Saia Justa" chega nesta quarta-feira (29) ao GNT e ao Globoplay, mostrando como essas cinco mulheres usam o encontro semanal para redesenhar a si mesmas.
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Para Bela Gil, o sofá deixou de ser um posto de trabalho para se tornar um divã público. "Entrei no programa em um processo de amadurecimento e hoje me vejo como uma mulher madura. Passei por mudanças pessoais fortes e essa experiência é rica", reflete. Após atravessar o luto pela irmã, Preta Gil, e o fim de um casamento, ela entende que sua vulnerabilidade é um ativo de conexão, assim como a capacidade de mudar de opinião diante dos olhos do público: "Já entrei no sofá com uma ideia e saí com outra, mas também já defendi posicionamentos impopulares até o fim. Hoje, o medo do cancelamento faz a gente refletir melhor sobre os pontos de vista."
Essa verdade também reverbera em Erika Januza. Acostumada a se proteger sob a pele de personagens, a atriz confessa que o desafio de ser "apenas" Erika foi assustador no começo. "Como atriz, eu recebo um texto e interpreto, mas no 'Saia' é a sua verdade e seu recorte de realidade. Eu me perguntava se teria o que contribuir, mas descobri que cada quarta-feira é uma oportunidade de mexer em lugares internos que eu nem lembrava", conta ela, que agora se desdobra para manter a essência no programa enquanto mergulha nas gravações da novela "Nobreza do Amor".
Se o clima é de acolhimento, muito se deve à liga criada entre a descontração de Tati Machado e a autoridade afetiva de Eliana. "Um momento marcante foi em 2025, quando fiquei fora por conta da licença-maternidade. Assistir ao programa do outro lado e ver uma temática que me rodeava me fez entender o verdadeiro impacto que causamos nas pessoas", lembra Tati, que também gosta de instigar as colegas durante os debates. "Meu DNA é carismático e meu papel, às vezes, é tirar as meninas da zona de conforto com uma piada. O barato é fluir entre o denso e o tranquilo", aponta a jornalista.
Elenco do 'Saia Justa' fala sobre vulnerabilidade, escuta e amizade sem tabu
Divulgação GNT
Eliana celebra a afinidade do quinteto e afirma que, entre elas, não existe assunto proibido. "Nossa amizade é feita de trocas boas e divertidas, aquelas 'fofoquinhas boas' que não vão para o programa. Mas muitas dessas conversas, ideias e trocas acabam virando pauta. É um local seguro onde podemos falar tudo o que pensamos e dar risadas, nesse clima de acolhimento e bate-papo sem tabu", diz a apresentadora, reforçando que a multiplicidade de visões é o que realmente enriquece o diálogo.
Com a força de quem domina o digital, Juliette busca no sofá o aprofundamento que as redes sociais nem sempre permitem. "O Saia fortalece a gente como mulher no geral. Eu já tinha uma confiança boa, mas agora me sinto mais poderosa. A internet tem muita coisa, mas pouco aprofundamento. As questões femininas, de interesse geral, ainda precisam ser muito faladas. Minha expectativa nessa temporada é trazer assuntos relevantes de forma leve e divertida, aproximando ainda mais o público", finaliza.
