‘Eles sabiam que ele tinha um problema cardíaco’: mãe acusa polícia após morte de filho na Inglaterra - QTU Questões do Universo

‘Eles sabiam que ele tinha um problema cardíaco’: mãe acusa polícia após morte de filho na Inglaterra

Fonte: Bandeira da fonte

Mãe acusa a polícia de ter contribuído para a morte do filho após os agentes adotarem um comportamento que ela considera “excessivo” e desnecessário.
O estudante, que era autista e tinha um problema cardíaco, entrou em pânico e fugiu de casa depois que policiais bateram à porta.
Ele foi encontrado morto cerca de uma hora depois.
A suspeita é de que tenha sofrido uma parada cardíaca ou um infarto.
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Shannon Gurr fez as acusações após ter acesso às imagens das câmeras corporais dos policiais, registradas durante o incidente, em 21 de junho.
Segundo ela, a polícia tinha conhecimento dos problemas de saúde do filho, pois uma ficha médica havia sido registrada em nome dele após um acidente de trânsito ocorrido meses antes, quando foi diagnosticado com um problema cardíaco.
A morte de Leo Gurr continua sob investigação do legista.
A Polícia de Hampshire e da Ilha de Wight afirmou ter realizado uma revisão interna, que não encontrou irregularidades, mas informou que os policiais envolvidos receberam treinamento adicional.
O Gabinete Independente de Conduta Policial (IOPC, na sigla em inglês) concordou com a conclusão após uma denúncia apresentada pela própria polícia.
Shannon, no entanto, não está convencida e planeja apresentar uma queixa ao órgão independente de fiscalização policial.
Os agentes foram até a casa de Leo para questioná-lo sobre relatos de um suposto incidente envolvendo um tapa em um parque próximo, ocorrido algumas semanas antes.
De acordo com a mãe, o jovem havia sido identificado erroneamente como envolvido no caso, e posteriormente inocentado.
– Eu só quero saber todos os detalhes do que aconteceu.
Meu filho morreu por causa disso.
Eles foram violentos, batendo na porta e na janela e gritando o nome de Leo.
Sabiam que ele tinha um problema cardíaco – disse Shannon ao jornal The Sun.
Segundo a mãe, o adolescente estava em casa com os dois irmãos mais novos quando os policiais chegaram.
Ao perceber a presença deles, Leo entrou em pânico e fugiu pela porta dos fundos.
Cerca de uma hora depois, ele foi encontrado caído a poucos metros de casa.
Um inquérito completo está sendo preparado para estabelecer formalmente a causa exata da morte.
– Obviamente, eles vieram até a porta para falar com ele, tocaram a campainha, gritaram e bateram nas janelas.
Isso não é oferecer conselhos.
Eles chegaram à porta como se ele tivesse cometido um assalto à mão armada.
Ele obviamente entrou em pânico com as batidas e os gritos e simplesmente saiu correndo pela porta dos fundos.
Ele nem estava usando sapatos.
Depois, foi encontrado no beco atrás da minha casa, desmaiado – afirmou Shannon.
Leo foi diagnosticado com um problema cardíaco após ser atropelado por um micro-ônibus em janeiro, enquanto andava de patinete elétrico.
Segundo Shannon, os policiais tinham acesso ao registro médico e, portanto, estavam cientes da condição do jovem.
Após o diagnóstico, Leo precisou fazer diversas mudanças no estilo de vida e tomar medicamentos regularmente.
O plano médico indicava que situações de estresse emocional e picos de adrenalina poderiam desencadear complicações.
– Leo também tinha TDAH e autismo, então sua reação era de luta ou fuga, simplesmente saindo correndo de casa.
Ele estava absolutamente apavorado.
Não era normal a polícia bater à porta.
Eles poderiam ter ligado primeiro e perguntado se podiam conversar – disse a mãe.
Shannon afirmou que chegou cerca de dez minutos depois da polícia, sem saber que Leo estava caído e lutando pela vida a menos de um minuto de caminhada da porta dos fundos.
Cerca de uma hora depois, quando os policiais já haviam deixado o local, uma vizinha bateu à porta.
– Ela disse: ‘Acho que estão fazendo massagem cardíaca no seu filho ali no caminho!’.
Eu simplesmente corri e, assim que vi aquelas duas meias brancas, soube na hora, porque ele obviamente estava descalço.
Ele estava cercado por paramédicos, então eu não conseguia vê-lo naquele momento.
Eles trabalharam nele por um longo tempo.
Não posso dizer que não tentaram, porque tentaram, sim.
A equipe da ambulância fez um trabalho incrível – relembrou Shannon.
Shannon junto às homenagens deixadas para seu filho
Reprodução/ Instagram
A mãe também questiona o uso das câmeras corporais pelos policiais durante o incidente.
Segundo ela, as imagens mostravam dois agentes batendo na janela e chamando pelo nome de Leo, além de registrarem imagens nítidas do jovem dentro da casa, antes de as câmeras serem desligadas.
A Polícia de Hampshire e da Ilha de Wight afirmou que não havia indicação de que Leo estivesse na residência, e que as câmeras foram desligadas de acordo com o procedimento padrão.
Segundo a corporação, os agentes foram até o endereço “como parte de investigações sobre uma agressão não relacionada”.
Em nota, a polícia afirmou que o caso foi encaminhado ao Gabinete Independente de Conduta Policial.
O órgão disse em nota: "O IOPC avaliou a denúncia e determinou que nenhuma investigação ou ação adicional era necessária.
De acordo com os desejos da família de Leo, a polícia também realizou uma investigação interna sobre a morte ou lesão grave.
Esta investigação não encontrou evidências de criminalidade ou má conduta por parte dos policiais envolvidos.
Nossos pensamentos estão com a família, os amigos e todos os afetados pela morte de Leo".