A nova pesquisa da Quaest após o início da propaganda eleitoral aponta que o escritor Augusto Cury (Avante) cresceu e está em terceiro lugar na eleição presidencial.
Com 10% das intenções de voto, o candidato do Avante aumentou oito pontos em relação ao último levantamento divulgado, em 14 de agosto.
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Divulgada nesta quarta-feira (2), a pesquisa foi contratada pelo jornal O Globo e pela Globo.
Ainda no primeiro turno, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece à frente, com 37% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro (PL), com 30%.
O jornalista e comentarista da CBN, Pedro Doria, avalia que não houve mudanças quanto aos percentuais de indecisos e votos brancos, quando a pesquisa divulgada nesta quarta é comparada com a de agosto.
Por isso, o aumento considerável de Augusto Cury foi mediante quedas nos percentuais dos demais candidatos.
“Existe um eleitor que não quer votar em alguém com sobrenome Bolsonaro, que não quer votar no presidente Lula e que está procurando uma opção.
Esse eleitor está ‘’ o que é o Augusto Cury, está procurando uma opção.
Ele vê alguém que chama a atenção, porque viu uma entrevista, viu alguma coisa, o pesquisador aparece e ele fala que acha que vai votar no Augusto Cury.
Mas o que ele está fazendo mentalmente é começar a prestar mais atenção naquele candidato”, explica.
Para além da insatisfação do eleitor entre Lula e Flávio Bolsonaro, Doria diz que o eleitor, neste momento, não procura por um candidato “outsider”, diferentemente das eleições de 2018, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro saiu vitorioso.
“A impressão que eu tenho é que o eleitor quer paz.
O eleitor quer fim da briga no grupo de WhatsApp, fim da briga em família no almoço de domingo, fim da briga na mesa do bar, com os colegas da firma… As pessoas querem parar de brigar, as pessoas querem paz”, reflete.
A pesquisa Quaest desta quarta-feira também mostra que o interesse pelas eleições deste ano é menor entre eleitores independentes.
Entre este eleitorado, 24% se dizem muito interessados pelas eleições.
Entre os lulistas, são 50%, contra 45% dos bolsonaristas.
Pedro Doria avalia que tal interesse dialoga com o crescimento de Augusto Cury no levantamento.
“O perfil do outsider, que é esse cara que vem de fora e tem um tom agressivo, não é o que o eleitor quer.
Ele quer um político moderado.
De certa forma, talvez ele esteja olhando para o Augusto Cury e vendo tanto um sujeito que vem de fora para reconstruir tudo quanto alguém moderado”.
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