Pesquisa Quaest divulgada neste sábado, na véspera do resultado do segundo turno, indica que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), lidera a disputa pelo governo do DF, com 61% das intenções de voto. O candidato do PT, Leandro Grass, que enfrenta Celina na segunda fase da disputa, aparece com 39%.Os números correspondem aos votos válidos, excluindo brancos e indecisos.
A Quaest entrevistou 2652 pessoas nos dias 23 e 24 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e está registrada sob os códigos DF-00368-2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No cenário de votos totais, Celina tem 50% e Grass tem 35%. Brancos são 9% e indecisos são 6%.
Celina foi eleita vice-governadora na chapa encabeçada por Ibaneis Rocha (MDB) em 2022. Ela chegou a romper com o aliado após trocas públicas de acusações envolvendo a crise de fraude financeira do banco Master e a tentativa do Banco de Brasília (BRB) de comprar o Master.
Em meio às rusgas, Ibaneis desistiu de ser candidato a senador, mas o MDB, seu partido, continua na base de Celina e apoia a candidatura dela. A governadora também conta com o apoio do PL, que lançou Flávio Bolsonaro ao Planalto, e teve em sua chapa Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), que foram eleitas senadoras.
Por sua vez, Grass dá palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato do PT a governador já comandou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi deputado distrital.
No início do primeiro turno, em agosto, Celina enfrentou o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) como nome competitivo. Ele chegou a empatar em primeiro lugar nas intenções de voto com a governadora e depois figurou em terceiro lugar nos levantamentos.
Por conta de condenações no caso Caixa de Pandora, caso de compra de votos de parlamentares no DF, algo que o ex-governador nega, Arruda foi considerado inelegível pelo TSE e anunciou a retirada da candidatura. O PSD declarou apoio a Celina.
Por sua vez, o ex-governador disse que não concorda com a decisão do partido e evitou declarar voto em outra candidatura.
O Globo