Eleição na Alerj: boicote anunciado pela oposição só impede votação se conseguir esvaziar plenário

 

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O boicote anunciado por partidos da oposição pode até atrapalhar a eleição da Alerj, mas só impede a votação se conseguir esvaziar o plenário. A escolha do novo presidente está marcada para 11h desta sexta-feira (17) e será feita com voto aberto, após decisão da Justiça que manteve o que está previsto no regimento da Casa.

Com isso, partidos que defendiam o voto secreto disseram que podem não participar da sessão, numa tentativa de barrar a eleição. Mas, na prática, esse tipo de movimento só funciona se atingir um número específico.

A Alerj tem 70 deputados, e a votação só pode começar com a presença mínima de 36 parlamentares. Se esse número for alcançado, a eleição acontece normalmente, mesmo com protestos ou obstrução política. Por outro lado, se o boicote conseguir reduzir a presença para 35 ou menos, aí sim a sessão não pode abrir a votação. Ou seja, o efeito do boicote depende da quantidade de deputados que de fato deixarem de comparecer ou não registrarem presença.

No cenário atual, com a manutenção do voto aberto, a tendência é que a oposição tente justamente derrubar esse quórum. Se não conseguir, o caminho fica livre para a votação e favorece nomes como o de Douglas Ruas, do PL, que passa a ter menos resistência na disputa. Se conseguir, a eleição não acontece e a crise política no estado ganha mais um capítulo de indefinição.