Nada de mel, Luna, luke ou Thor. Cientistas descobriram evidências da existência de um cachorro chamado " Ele-do-Submundo" que viveu há mais de 3.500 anos.
O companheiro canino vivia ao lado de User, um antigo oficial egípcio que servia como escriba e administrador sob o faraó Tutmés I. Entenda: homem descobre planta crescendo no olho após meses de dores de cabeça e visão dupla na Rússia
Por que não me recupero dos treinos tão rápido quanto antes? Especialistas falam quando é a hora de mudar a intensidade Dentro de sua câmara mortuária, diversas cenas pintadas retratam cães usando coleiras e sentados sob a cadeira de seus donos.
Dois dos cães já haviam sido identificados como 'Confiável' e 'Forte', mas os pesquisadores revelaram agora que um terceiro cão tinha um nome, um tanto estranho e assustador. Segundo os cientistas, o nome provavelmente serve como uma alusão ao deus do submundo Anúbis.
"O nome do cachorro está escrito horizontalmente da esquerda para a direita atrás de sua cabeça e... pode ser traduzido como 'Ele do Submundo'", segundo as descobertas, publicadas no The Journal of Egyptian Archaeology.
Os achados foram descobertos no túmulo TT 21 em Sheikh Abd el-Qurna, parte da Necrópole Tebana na margem oeste do Nilo, perto da atual Luxor. A cena geral retrata User sentado diante de uma pilha de oferendas, vestindo um xale branco e segurando um buquê de flores junto ao nariz.
Um cão com coleira está sentado ereto sob sua cadeira com pés de leão. Marcas desbotadas podem ser vistas perto da cabeça do cão, mas estão muito desgastadas para serem decifradas.
Especialistas utilizaram tecnologia de aprimoramento de imagem digital para tornar legível a inscrição quase invisível, revelando o nome do cachorro séculos depois de ter sido esculpido na parede da tumba. Dia Mundial do AVC: ‘nunca imaginei que poderia ter esse problema aos 30 anos’, relata paciente
Embora uma variação do nome já tenha sido usada anteriormente para uma pessoa, esta é a primeira vez que foi identificado como o nome de um cachorro. Na descrição, o cachorro apresenta um corpo esguio, pernas longas, orelhas caídas, cauda curvada e uma pelagem ondulada de cor avermelhada.
Especialistas disseram acreditar que se tratava de um Sloughi, um antigo cão de caça do Norte da África, frequentemente comparado a um galgo devido à sua constituição esguia e velocidade impressionante. Eles afirmam que a descoberta é rara, visto que poucos animais com nomes específicos foram identificados no registro arqueológico do antigo Egito — até o momento, apenas cerca de 100 nomes de cães foram registrados.
Os cães ocupavam um lugar importante na sociedade egípcia e eram usados para caça, guarda e companhia. Alguns eram tão valiosos que foram enterrados junto com seus donos e homenageados em inscrições tumulares.
O Globo