'Efeito Copa': cresce procura por produtos da Seleção Brasileira em Belém

 

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A menos de dois meses para o início da Copa do Mundo de 2026, que pela primeira vez terá três países como sedes - Estados Unidos, Canadá e México -, cresce a procura por produtos que fazem alusão à Seleção em Belém. Nos corredores dos shoppings da cidade, a movimentação começa a ficar mais intensa na busca pelo "uniforme" para acompanhar o torneio mundial.


No dia 11 de junho, o Estádio Azteca, na Cidade do México, recebe o confronto entre os donos da casa e a África do Sul, marcando a abertura da Copa do Mundo Fifa 2026. A estreia brasileira será apenas dois dias depois, em 13 de junho, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, contra o Marrocos. Partida que já causa expectativa entre os paraenses.


"A empolgação (com a Seleção) está em 90%. Com o Carlo Ancelotti (no comando técnico), deu uma melhorada na Seleção e creio que na Copa do Mundo vamos ganhar. Se Deus quiser", é o que espera o pintor Jonas Viana, de 38 anos.


Ele é do time dos que a cada Copa do Mundo renova o guarda-roupa com os produtos da Seleção Brasileira. Para este ano, Jonas contou ao Núcleo de Esportes de O Liberal que já garantiu uma camisa oficial de jogo e que está em busca de comprar o uniforme número 2 de jogo do Brasil.


"Todo ano eu compro. Na última Copa comprei. Já tenho uma e agora quero comprar a outra pela cor. Eu gosto", destacou.


A ida de pessoas como Jonas em busca dos produtos oficiais da Seleção Brasileira - e demais elementos da Copa do Mundo de 2026 - tende a ser um fluxo natural para a esmagadora população nacional.


Segundo relatório divulgado pela Rakuten Advertising, cerca de 91% dos consumidores brasileiros pretendem adquirir algum produto ou serviço por consequência da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá.


De forma detalhada, o estudo apontou que cerca de 53% da população está decidida em comprar algo referente ao Mundial, enquanto 12% ainda seguem indecisos sobre ter ou não um produto para acompanhar o torneio.


Reflexo no mercado


Em Belém, o fluxo dos torcedores em busca de camisas e demais produtos ligados à Seleção Brasileira tem aumentado nos últimos dias. Em uma das principais lojas do ramo do país, com sede na capital paraense, as vendas cresceram de forma significativa, conforme apurado pelo Núcleo de Esportes de O Liberal.


Quando lançada na primeira quinzena de março pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em parceria com a Jordan Brand - marca do ex-jogador de basquete Michael Jordan com a Nike -, a camisa 2 da Seleção para o Mundial deste ano virou a "queridinha" dos torcedores. Em Belém, a procura foi intensa, com cerca de três dias de "alta procura".


"Já comprei a camisa amarela, a número 1, e agora vim buscar o boné, que comprei e vim retirar na loja. (A camisa) Da última Copa ainda tenho guardada. Agora já comprei também (a nova camisa)", revelou o paraense Jonas Viana.


Apesar disso, o preço "salgado" acaba travando o desejo de consumo de parte da população. Por tabela, as camisas 1 e 2 da Seleção Brasileira estão custando R$ 499,99 a versão torcedor e R$ 749,99 a versão jogador - personalizada com nome e número de um dos atletas da equipe canarinho -, conforme divulgado no site da Nike, fornecedora do material esportivo da Seleção.


Uniforme 1 da Seleção Brasileira vem sendo o mais procurado nas lojas de Belém. (Fotos: Carmem Helena/ O Liberal)


No mercado paraense, a estimativa dos lojistas é que todas as peças em estoque sejam comercializadas até o início da Copa do Mundo. Hoje, após o "boom" da camisa azul, o uniforme número 1 vem sendo o mais procurado pelos torcedores.


Já em relação aos produtos das demais seleções que vão disputar a Copa do Mundo, a procura vem sendo abaixo do esperado, exceto nos uniformes da Seleção da Argentina, que tem uma certa preferência do paraense - mas ainda longe de alcançar o índice de vendas da "amarelinha".


Alternativa e distância


Por conta do elevado preço estipulado pela fornecedora de material esportivo da Seleção Brasileira, uma das principais lojas do setor esportivo do país criou uma linha "mais acessível" de uniformes para a Copa do Mundo de 2026.


Em parceria com a CBF, a coleção licenciada entrega ao consumidor produtos a partir de R$ 99. A linha traz, além das tradicionais camisas amarela e azul, agasalhos, bolas, shorts, mochilas, bonés, entre outros artigos.


"Essa coleção nasce da nossa paixão pela camisa, pela história do futebol e por momentos que marcaram gerações, como o pentacampeonato e o legado do Rei do Futebol (Pelé)", explicou Cláudia Paoli, diretora de Marcas Próprias e Licenças da Centauro, ao MKT Esportivo.


Linha licenciada da Seleção Brasileira com valores a partir de R$ 99. (Fotos: Carmem Helena/ O Liberal)


Para Jonas Viana, embora o preço elevado de alguns produtos, a compra neste momento de véspera de Copa do Mundo acaba sendo válido por tudo que envolve a competição e a paixão pelo futebol.


"De quatro em quatro anos vale a pena o investimento (em comprar os produtos)", contou.


Um dos fatores que contribuem para isso é também a distância entre a Seleção Brasileira e o Pará. No ciclo de preparação para esta Copa do Mundo, a equipe nacional esteve na capital paraense em duas oportunidades.


Em setembro de 2023, quando da rodada de abertura das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, o Brasil usou o Estádio do Mangueirão para golear a Bolívia por 5 a 1 e iniciar bem a disputa por uma vaga no torneio.


Já em 2024, o estádio paraense foi a casa do período de treinos da Seleção antes da partida contra a Venezuela pelas Eliminatórias. Na época, a escolha por Belém foi motivada pelo clima e proximidade da cidade de Maturín, local do jogo contra os venezuelanos.


"Fui naquele Superclássico das Américas (em 2012), que ganhamos da Argentina. Sempre que tenho a oportunidade, vou, até porque é difícil ter jogo aqui em Belém. No primeiro jogo (da Copa deste ano) estamos programando de reunir em frente a minha casa, fazer um churrasco. Se Deus quiser com aquela vitória. Espero que chegue nas quartas, depois ir à semifinal e pegar a França na final para tirar a forra", finalizou o torcedor paraense. 


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