Educação é a área que mais evoluiu no Brasil entre 2012 e 2024, mostra programa da ONU para desenvolvimento
Pela primeira vez, o Brasil alcançou um patamar muito alto de desenvolvimento humano, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo PNUD, o programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Os números do país mostram que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o IDHM, chegou a 0,805 no ano de 2024, o maior da série histórica, rompendo pela primeira vez o patamar 0,8, o que indica que o país entrou na faixa de muito alto desenvolvimento humano.
Na análise das áreas, a da educação foi a que mais evoluiu entre 2012 e 2024, saindo de 0,679 para 0,798 em 2024, crescimento médio anual de 1,35%. As dimensões de longevidade e renda também cresceram no período estudado e conseguiram recuperar quedas em 2020 e 2021, período afetado pela pandemia da Covid-19.
A da renda, no entanto, soma períodos de leve alta, com outros de baixa, andando quase que de lado ao longo do período analisado. Em 2012, o IDHM Renda era de 0,732, e em 2024 chegou a 0,760.
O IDHM avalia o progresso de longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: uma vida longa e saudável, o acesso ao conhecimento/ educação, e um padrão de vida decente, a partir da renda.
Apesar dos dado positivo, os números também revelam uma desigualdade ainda persistente no país, com IDHMs diferentes para homens e mulheres, brancos e negros e entre os estados e regiões metropolitanas. As diferenças até diminuíram segundo a ONU, mas continuam existindo. A melhor situação é dos homens com IDHM de 0,802, enquanto as mulheres têm IDHM de 0,798.
A diferença se dá, basicamente, pela renda do trabalho. Já na análise entre brancos e negros, o IDHM dos brancos chega a 0,851, enquanto o dos negros fica em 0,774.
No recorte regional, o Distrito Federal lidera como a unidade da federação de maior desenvolvimento, com IDHM de 0,866. Outras 9 unidades da federação também atingem o patamar muito alto de desenvolvimento humano.
Já o menor índice se dá no Maranhão, com IDHM de 0,745, ainda assim é considerado de alto desenvolvimento. Para se ter ideia da diferença, a renda domiciliar per capita no DF é de cerca de 1.400 reais, enquanto no Maranhão ela é de R$ 482.
