Eduardo Paes diz que secretário foi alvo de atentado e critica Castro: 'Estado sem lei'
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, usou as redes sociais para relatar um atentado realizado contra o atual secretário de Proteção e Defesa do Consumidor do município do Rio, João Pires, na noite desta segunda-feira, em um posto de gasolina. Paes afirmou que o secretário "vem realizando um excepcional trabalho contra máfias" e chegou a citar o governador do Rio, Cláudio Castro, de quem disse "não se pode esperar muito".
Leia também: PGR denuncia Bacellar, TH Joias e desembargador Macário Júdice por obstrução de Justiça em investigação sobre Comando Vermelho
Salvino Oliveira: vereador rebate acusação da Polícia Civil e diz que depósitos de mais de R$ 100 mil eram prêmio da ONU
"João é meu secretário de defesa do consumidor e vem realizando um excepcional trabalho contra máfias. Especialmente a máfia dos Postos de Gasolina. A má notícia para os marginais desse Estado é que esse trabalho não vai parar e João estará mais protegido do que nunca. Obviamente, esperamos uma resposta eficiente e rápida da Instituição Polícia Civil.", publicou Paes.
Initial plugin text
Ainda se referindo a Castro, o prefeito afirmou que "não se pode esperar muito" do que chamou de "turma que faz política e persegue adversários políticos do governo" estadual.
Na semana passada, Paes já havia chamado Castro de ''delinquente'' e ''frouxo'' e fez um desafio para que o governador defenda em público ex-secretários da equipe dele presos nos últimos anos por envolvimento em atividades criminosas.
— Quero fazer um desafio ao governador: Cláudio Castro, comente a prisão de seus cinco secretários detidos nos últimos anos. Defenda-os ou acuse-os. Eu estou defendendo aqui nesse momento o Salvino. Tenha essa coragem. Nesse caso, falo do Cláudio Castro e do grupo político dele — disse. — Sem querer tirar vantagem política, eu tenho muito mais respeito que esse delinquente do Cláudio Castro nas instâncias federais, no Poder Judiciário. E vou utilizá-lo para defender não meus interesses, mas a política do Rio de Janeiro.
Paes referia-se à decisão de seu partido, por meio do deputado federal Pedro Paulo, de acionar o Superior Tribunal de Justiça, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal sobre suposto uso político da Polícia Civil para prender Salvino.
Initial plugin text
Em nota, o Palácio Guanabara respondeu às críticas de Paes, afirmando que a prisão de Salvino seguiu critérios técnicos. ''A análise da prisão passou por três esferas diferentes e independentes: Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário. Não é decisão de governo, é decisão de Justiça. (...) O governo do estado estranha que o prefeito esteja tentando politizar a investigação feita de forma totalmente legal".
Em relação às críticas à Polícia Civil, o Palácio disse que o órgão atua de forma independente e tem como missão combater o crime organizado, inclusive quando há suspeitas de ligações entre agentes públicos e facções criminosas.
