Eduardo Leite explica por que PSD não fará prévias e lembra disputa com Doria em 2022

 

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O governador do Rio Grande do Sul afirmou que o PSD não fará prévias para definir o nome da sigla ao Planalto. A declaração foi dada durante entrevista ao GLOBO nesta quinta-feira. O gaúcho é pré-candidato à Presidência da República e conversou com a colunista Vera Magalhães e o editor de Política Thiago Prado. Também postulantes ao cargo, os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, conversaram com a colunista Vera Magalhães e o editor de Política Thiago Prado.

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— Dentro do PSDB, quando eu estava lá, houve um debate interno que resultou num processo de prévias. Não é o caminho que se está apresentando agora no PSD. Até porque no PSDB havia, à época, o governador de São Paulo como pré-candidato. Não é à toa que o governador Tarcísio é um nome sempre lembrado, porque São Paulo é o estado mais populoso do Brasil.

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O gaúcho também relembrou a disputa com o ex-governador de São Paulo João Dória na antiga sigla em 2022.

— Não me apresentei candidato a presidente da outra vez simplesmente achando que seria melhor candidato do que outro, mas porque o contexto exigia uma renovação do PSDB, depois de o próprio governador João Doria ter abraçado em 2018 o Bolsonaro, depois rompido, o que gerou um desgaste que de fato dificultou o caminho para ele, tanto que acabou nem sendo candidato. Aqui no PSD acho que o caminho é outro, há um sentimento comum que nos une aqui.

Trio na corrida presidencial

Na entrevista, os três governadores detalham como pretendem lidar com a disputa interna no PSD pelo posto de candidato à Presidência neste ano. A corrida do partido ganhou um novo capítulo na terça, com o anúncio da filiação de Caiado, que trocou o União Brasil pelo PSD.

A migração de Caiado foi percebida por diferentes forças políticas como algo que reforça a tática de pulverização de candidaturas de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é evitar uma disputa polarizada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como seu representante na eleição deste ano.

Assista a íntegra da entrevista:

O movimento também aumenta o capital político do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que passa a reunir três presidenciáveis em seu partido. Kassab ainda é influente na gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que era cogitado como candidato à Presidência até o anúncio de Bolsonaro pelo filho Flávio.

O trio de governadores do PSD terá o desafio atrair segmentos estratégicos que apoiaram Bolsonaro em 2022, e que hoje ainda demonstram preferência por Tarcísio, ainda visto como o nome mais competitivo contra Lula. As movimentações de Ratinho Jr., Caiado e Leite miram especialmente o mercado financeiro e lideranças da indústria e do agronegócio.