O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugeriu que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem não reconhecer o resultado das eleições no caso de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu depois que veio à tona um documento do governo americano exigindo que "dissidentes políticos" pudessem concorrer, além de outras exigências para iniciar uma negociação para não aplicar o tarifaço contra o Brasil.
Tarcísio diz que Judiciário está 'sangrando' e cobra resposta do STF diante do agravamento da crise Flávio Bolsonaro classifica alta do Bolsa Família como 'desespero' de Lula Segundo Eduardo, há um receio de que o resultado das eleições poderia ser revertido por ministros que opõem a Flávio. Ele ainda sugeriu que o governo Trump pode não conhecer eventual reeleição do presidente Lula. "Quando Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram criticar André Mendonça, o que é que eles falaram? Falaram que aquilo era uma continuação do golpe. Se eles (ministros) entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os EUA podem perfeitamente não reconhecer a eleição brasileira e sancionar individualmente esses ministros", disse a jornalistas. Sem revelar com quais autoridades, Eduardo, ao lado do blogueiro Paulo Figueiredo, disse que teve reuniões na Casa Branca e Departamento de Estado. Os dois admitiram que seguem pedindo retaliações nos parâmetros da Lei Magnitisky contra o ministro Alexandre de Moraes, mas negaram que estejam tentando interferir nas eleições.
Mais cedo, Flávio Bolsonaro (PL) negou que existam negociações com o governo dos Estados Unidos sobre as eleições brasileiras. “Não existe ajuda do governo americano. Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui. A oposição está disputando a eleição, vamos ganhar a eleição com as regras que estão aí, e, se Deus quiser, vai ser no primeiro turno”, afirmou em agenda na Bahia. Já o governo Lula nega que o Brasil tenha dissidentes políticos. Segundo fontes do Planalto e do Itamaraty, a proposta feita pelo governo Trump nunca foi aceita nas negociações em torno do tarifaço.
CBN