Eduardo Bolsonaro afirma que mais ações dos EUA contra o Brasil podem ocorrer:

Eduardo Bolsonaro afirma que mais ações dos EUA contra o Brasil podem ocorrer: 'não vai parar por aí

 

Fonte: Bandeira



O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que mais ações dos Estados Unidos contra o Brasil podem ocorrer em breve, após a visita dele junto do irmão e pré-candidato, Flávio Bolsonaro, à Casa Branca e ao secretário de Estado, Marco Rubio.

Eduardo disse que foi um 'resultado muito satisfatório e eu vou cravar que não vai parar por aí'.

'Mais ações que dizem respeito aos Estados Unidos e ao Brasil podem ir adiante para o bem da população brasileira', declarou, sem especificar, à rede Comunica Brasil.

Na mesma entrevista ele relatou que era preciso entender como funciona Trump para poder conseguir alguma questão, criticando o longo período de reunião com Lula.

O advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou em uma publicação nas redes sociais a afirmação de que a classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como terroristas geraria um problema na soberania nacional.

Segundo Martín De Luca, que trabalha para a empresa Trump, a Trump Media, a ameaça não vem dos EUA 'reconhecer a realidade', mas sim 'de facções criminosas que controlam territórios, impõem regras paralelas, aterrorizam populações civis, corrompem agentes públicos, lavam bilhões, traficam drogas e armas através de fronteiras e projetam sua atuação para além do Brasil'.

'Soberania é a capacidade efetiva do Estado de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas substituam o poder público', continuou na publicação no final dessa quinta-feira (28).

Martin de Luca, advogado da Trump Media e do Rumble.

Reprodução

Ele afirmou que a designação não colocaria o Brasil como um alvo, mas sim as organizações criminosas. Além disso, também não autoriza 'automaticamente intervenção militar em território brasileiro'.

'Esse espantalho serve mais para criar pânico político do que para explicar o direito aplicável. O efeito concreto da designação é ampliar ferramentas contra financiamento, logística, facilitadores, lavagem de dinheiro, movimentação internacional, apoio material e redes de suporte. Ou seja onde essas facções são mais vulneráveis'.

Martín ainda falou sobre a questão dos grupos não poderem ser tratados como organizações terroristas por não terem bandeira política. O advogado afirma que eles talvez não tenham manifestos ideológicos, mas 'exercem poder político no sentido mais concreto possível porque controlam comunidades, intimidam autoridades, influenciam eleições, paralisam cidades, impõem toque de recolher, ordenam ataques contra agentes públicos e usam violência sistemática contra civis para preservar domínio territorial e econômico'.

O advogado de Trump comentou que o questionamento que deveria ser feito era como o Estado Brasileiro teria permitindo o crescimento tão grande dessas organizações 'a ponto de se tornarem uma ameaça hemisférica'.

'Isso não é uma medida anti-Brasil. É uma medida contra o PCC e o Comando Vermelho. O verdadeiro ato pró-Brasil é reconhecer que o povo brasileiro é a primeira e maior vítima dessas organizações e que a cooperação internacional contra elas deve ser bem-vinda, não tratada como ofensa nacional'.

Decisão dos EUA sobre PCC e CV gera cautela no mercado

Armas do Comando Vermelho apreendidas em megaoperação no Rio de Janeiro

Matheus Maciel / CBN

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas acendeu um alerta no mercado financeiro e em setores estratégicos da economia brasileira.

Apesar das preocupações, a reação inicial do mercado nesta sexta-feira (29) foi moderada.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, chegou a abrir praticamente estável, com leve queda de 0,01%, aos 175 mil pontos, mas já passou a ampliar perdas e renovou a mínima do dia com recuo de -1,09%, aos 173 mil pontos.

Já o dólar operava em alta de 0,34% por volta das 10h, cotado a R$ 5,05. Até o momento, os movimentos indicam cautela dos investidores, mas sem sinais de turbulência mais intensa nos mercados.