Ed Motta diz que se sentiu 'chateado e desprestigiado' por restaurante onde se envolveu em confusão
Em depoimento à PolÃcia, nesta terça-feira, o cantor Ed Motta contou que se sentiu 'chateado e desprestigiado' com o restaurante Grado, onde se envolveu em uma confusão há cerca de 10 dias.
Ele disse que frequenta o estabelecimento há nove anos e que nunca tinha sido cobrado pela taxa de rolha, mesmo quando levava convidados. Ele negou ainda as acusações de injúria racial contra o funcionário do local.
De acordo com o artista, ele já havia reclamado sobre o comportamento do barman - que o acusa de xenofobia - em outras ocasiões, mas que nunca o tratou com desrespeito. O cantor conta que não ofendeu nenhum dos funcionários no momento em que ficou irritado.
Ao todo, o grupo de Ed Motta era composto por sete pessoas e levou quatro garrafas de vinho. Quando a conta chegou, o cantor afirma que se irritou e disse que nunca mais voltaria ao estabelecimento.
Nesse momento, ele arremessou a cadeira no chão e conta que saiu do restaurante. O artista argumenta que esbarrou em uma outra cadeira, da mesa ao lado, sem querer, e isso desencadeou a confusão dos amigos com os outros clientes. No entanto, ele disse que foi embora e não presenciou a briga.
O barman do restaurante fez um registro contra o artista e relatou que o cantor fez ofensas xenofóbicas contra ele, tendo chamado o homem de 'paraÃba'. Inicialmente, Ed Motta era esperado para depor nesta terça-feira apenas na função de testemunha, mas deu depoimento também na posição de investigado. O crime de injúria racial tem pena prevista de 2 a 5 anos.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, a Delegacia da Gávea vai seguir com as investigações e ouvir as testemunhas que faltam.
