Ed Motta dá versão sobre confusão em restaurante no Rio: 'Fiquei bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas nada em direção a ninguém'
A taxa de rolha de vinho, que é o valor cobrado por restaurantes para servir vinho trazido pelo cliente, foi ponto de partida para um desentendimento envolvendo o cantor Ed Motta e amigos no Grado, restaurante do chef Nello Garaventa e sua mulher, Lara Atamian, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio.
Entenda o caso: Garrafas voaram pelo salão do restaurante Grado, seguido de agressões físicas e morais
Relatado inicialmente na coluna de Luciana Fróes no GLOBO, o episódio ocorreu no último sábado (2), quando, segundo comunicado de Garaventa e Atamian, um "um grupo de clientes composto por Eduardo Motta (Ed Motta), Diogo Coutinho do Couto (proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta) e um terceiro indivíduo, até o momento identificado como seu primo, protagonizou episódios de extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias dirigidas à nossa equipe e aos clientes presentes no local".
Ainda segundo a nota do casal, as provocações começaram após a negativa de concessão de cortesia da taxa de rolha e uma cadeira teria sido arremessada contra um garçom que se encontrava de costas.
Em conversa com O GLOBO por telefone nesta quarta-feira (6), Motta reconhece excessos, mas aponta para uma versão diferente.
— Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada — conta Motta, de 54 anos. —Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso.
De acordo com o relato do restaurante, "esbarrão provocado por Ed Motta em uma cliente de outra mesa derrubou objetos, fazendo com que a situação escalasse e as agressões passassem a atingir também esses clientes".
O músico explica que, após jogar a cadeira no chão, deixou o restaurante, não estando presente quando a confusão se escalonou.
— Eu fui embora e começou uma confusão entre as pessoas que ficaram na minha mesa e a outra mesa que estava no restaurante. A minha mesa se desculpou várias vezes por minha atitude errada e excesso de raiva, que foi provocado por eu ser cliente deles há muitos anos e nunca ter sido cobrado por essa taxa de rolha. Nunca tinham feito essa cobrança. Sou cliente deles desde o começo do restaurante, já levei milhares de pessoas lá e nunca tinham me cobrado isso. Um dos funcionários olhava para mesa com cara de ironia e prazer por aquele estresse estar acontecendo. Me irritei com tudo aquilo, joguei a cadeira no chão e fui embora — diz Motta. — Depois que eu fui embora, eu fiquei sabendo que quando a minha mesa foi pedir desculpas à mesa ao lado, esta mesa começou a ofender a minha, que inclusive tinha uma senhora, mãe de meu amigo, Nicolas, de São Paulo. Então, começou uma confusão entre eles. Foram as pessoas na mesa ao lado que ofenderam meus amigos, inclusive com ofensas homofóbicas, chamando meu amigo de "viado", e xenofóbicas, mandando ele voltar para a Arábia.
