A noite de quinta-feira (27) e a madrugada desta sexta-feira (28) foram marcadas por um eclipse lunar parcial de grande magnitude, avistado por moradores da América do Sul e da América Central e grande parte da América do Norte e áreas do oeste da Europa e da África.
O fenômeno obscureceu 96,2% do disco da Lua.
Ele começou às 22h24 do dia 27 e teve a sua fase parcial às 23h34.
O auge se deu 1h13 de sexta-feira e o encerramento foi às às 4h02.
Como explica a NASA, um eclipse ocorre quando um corpo celeste, como a Lua ou um planeta, entra na sombra de outro corpo celeste.
O lunar só acontece na Lua Cheia.
“Quando a Terra está posicionada precisamente entre a Lua e o Sol, a sombra da Terra incide sobre a superfície da Lua, diminuindo seu brilho.
Cada eclipse lunar é visível de metade da Terra”, diz a agência espacial americana em seu site.
Há três tipos de eclipses lunares: total, parcial e penumbral.
O primeiro se dá quando a Lua e o Sol estão em lados exatamente opostos da Terra.
“Embora a Lua esteja na sombra da Terra (umbra), parte da luz solar a atinge.
Essa luz solar atravessa a atmosfera terrestre, que filtra a maior parte da luz azul.
Isso faz com que a Lua pareça vermelha para as pessoas na Terra”, aponta a NASA.
A agência acrescenta: “Cores com comprimentos de onda mais curtos — como o azul e o violeta — dispersam-se mais facilmente do que cores com comprimentos de onda mais longos, como o vermelho e o laranja.
Como esses comprimentos de onda mais longos conseguem atravessar a atmosfera terrestre, e os comprimentos de onda mais curtos se dispersam, a Lua adquire uma tonalidade alaranjada ou avermelhada durante um eclipse lunar.
Quanto mais poeira ou nuvens houver na atmosfera terrestre durante o eclipse, mais vermelha a Lua parecerá”.
No eclipse parcial, um alinhamento imperfeito entre o Sol, a Terra e a Lua faz com que a Lua passe apenas por parte da umbra da Terra.
A sombra cresce e depois recua sem nunca cobrir completamente a Lua.
Já no penumbral, a Lua atravessa a penumbra da Terra, ou seja, a tênue parte externa de sua sombra.
Neste caso, o brilho da Lua diminui tão levemente que pode ser difícil de notar.
Próximos eclipses
Os próximos eclipses lunares serão mais discretos.
Segundo o Observatório Nacional, em 2027 haverá dois, ambos do tipo penumbral e um quase eclipse lunar.
Em 2028, na noite de 11 para 12 de janeiro haverá um eclipse parcial da Lua visto em todo o Brasil, mas o obscurecimento será de somente 2,4%.
No mesmo ano haverá um eclipse parcial e outro total, mas que não serão visíveis no Brasil.
Um eclipse total da Lua, com o disco ficando avermelhado e visível em todo o Brasil, só vai ocorrer na noite de 25 para 26 de junho de 2029.
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