Ebola: primeira paciente na Nigéria pode ter contraído o vírus no aeroporto

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

As autoridades de saúde da África estão em uma corrida contra o tempo para identificar como a primeira paciente com Ebola na Nigéria foi infectada. A busca ocorre devido a um temor de que o vírus se espalhe ainda mais, já que houve registro da doença em um quarto país africano.

O Departamento Federal de Relações Exteriores da Suíça afirma que provavelmente a mulher contraiu o vírus em uma viagem com o marido para Uganda. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país se declarou livre da doença no mês de agosto. A mulher é esposa de um diplomata baseado em Abuja, na Nigéria, mas nascida em Uganda.

Até o momento, no continente africano, quatro países da África Oriental, Central e Ocidental relataram surto da doença, representando a maior disseminação geográfica do vírus. Segundo as autoridades, a possibilidade de a mulher ter sido infectada em Uganda gera grande preocupação em relação às transmissões não detectadas no país que supostamente estaria com a doença controlada.

Porém, autoridades ugandesas afirmam que a mulher viajou para o leste do Congo, antes de ir para Uganda. Nem a OMS nem o principal órgão de saúde africano confirmam a informação.

As autoridades da Nigéria testaram a esposa do diplomata para Ebola 13 dias depois de ela adoecer em Abuja. A OMS diz que as investigações para identificar a origem da infecção continuam.

Entre as teorias investigadas para a origem do vírus, acredita-se que a paciente nigeriana possa ter contraído o vírus do Ebola do primeiro paciente confirmado no Quênia. Ambos estiveram no mesmo aeroporto de Entebbe, em Uganda, no mesmo dia, no início de outubro.

O queniano faleceu dois dias depois de chegar a um hospital em Nairóbi, capital do Quênia. Especialistas alertam que as conclusões ainda não são definitivas, já que a transmissão do Ebola se dá por meio de contato direto com fluidos corporais infectados ou objetos contaminados, mas somente de pessoas que apresentam sintomas.

Especialistas afirmam que a presença simultânea no mesmo aeroporto pode ser apenas coincidência, não constituindo ligação epidemiológica comprovada, até porque nenhuma pessoa que estava no voo do paciente queniano ou da equipe do aeroporto foi infectada.

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