Ebola e iniquidade
Nas últimas semanas vimos a ressurreição do fantasma da pandemia de Covid-19, em especial a lembrança do pânico trazido pelas variantes Beta e Omicron originadas na África e espalhadas pelo mundo. Desde 5 de maio o planeta está em estado de alerta por mais um surto do vírus de gênero Orthoebolavirus na África, especialmente na República Democrática do Congo (RDC). Já existem testes genéticos disponíveis para diagnóstico, mas os acessíveis no epicentro não eram capazes de identificar a espécie que demonstrou ser a causadora (Orthoebolavirus Bundibugyoense). Isto, junto com toda dificuldade de acesso aos cuidados de saúde, fez com que quando os primeiros casos foram confirmados, o vírus já estivesse circulando há pelo menos dois meses. Pior, quando esta espécie foi identificada, ficou evidente que não haveria por bom tempo nem tratamento específico, nem vacinas que comprovadamente pudessem prevenir a doença. E quando o genoma do Bundibugyo foi rapidamente sequenciado entendemos que o atual surto é causado por uma nova variante transmitida recentemente de um reservatório animal. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
