Ebola: diretor da OMS alerta que surto

Ebola: diretor da OMS alerta que surto 'grave e difícil' já pode ter provocado 220 mortes

 

Fonte: Bandeira



O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira que o surto de Ebola já provocou 220 mortes suspeitas na República Democrática do Congo (RDC).

"Até o momento, 101 casos foram confirmados na República Democrática do Congo, incluindo dez mortes confirmadas. Mas sabemos que a epidemia na RDC é muito maior. Temos agora mais de 900 casos suspeitos e 220 mortes suspeitas", afirmou em postagem na rede X.

Em boletim mais recente, publicado no sábado, o Ministério da Saúde da RDC havia informado que o surto provocou 207 mortes e 867 casos suspeitos no país.

Tedros Adhanom afirmou que a RDC enfrenta um surto "extremamente grave e difícil" e pediu para os países vizinhos agirem "de imediato".

— Estamos intensificando as operações com caráter de urgência, mas por enquanto o surto avança mais rápido que nós — afirmou durante uma reunião ministerial online organizada pelo Centro Africano para o Controle e a Prevenção de Doenças.

O diretor da OMS deve viajar para a República Democrática do Congo na terça-feira.

Já em Uganda, dois novos casos de Ebola foram confirmados, segundo o Ministério da Saúde do país nesta segunda-feira. Com os dois novos pacientes, o país tem sete casos confirmados de infecção, incluindo uma morte, desde que o atual surto foi declarado em 15 de maio na vizinha RDC.

"Os dois novos casos confirmados são ugandenses, membros da equipe médica de uma clínica particular de Kampala", a capital do país, informou o ministério. Os pacientes estão sendo tratados em uma unidade especializada, acrescentou a pasta.

Alerta internacional

O cenário levou o chefe da OMS a decretar emergência de saúde pública de importância internacional, o estágio mais elevado de alerta da organização, no meio de maio. Na ocasião, Tedros demonstrou preocupação com a rapidez da disseminação do Ebola.

Essa é a 9ª vez que a OMS instaura o mais alto nível de alerta – e a terceira relacionada ao vírus Ebola.

O atual surto é provocado pela cepa Bundibugyo, para a qual não há cura nem tratamento específico. A taxa de mortalidade pode chegar a 50%.

O Ebola matou mais de 15 mil pessoas no continente africano nos últimos 50 anos.