Ebola: análise do Imperial College de Londres diz que número real de casos pode já ter chegado a mil

 

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As infecções por Ebola na República Democrática do Congo (RDC) podem já ter chegado a mil casos, quase o dobro dos números notificados, segundo uma análise de pesquisadores do Imperial College de Londres, no Reino Unido, e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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A análise, baseada em dados de casos coletados até sábado, constatou que o surto provavelmente é substancialmente maior do que o oficialmente detectado. Além dos registros na RDC, Uganda também confirmou infecções em viajantes que vieram do país vizinho.

“Juntos, isso sugere que a epidemia é maior do que atualmente se reconhece; no entanto, a verdadeira magnitude permanece incerta”, escreveram os pesquisadores na análise.

O grupo, liderado por Anne Cori, modeladora matemática e estatística do Centro de Análise de Doenças Infecciosas Globais do Conselho de Pesquisa Médica do Imperial, estimou que “aproximadamente 400 a 800 casos” de Ebola podem ter ocorrido na RDC até 17 de maio.

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“No entanto, há considerável incerteza em torno dessas estimativas, com valores acima de mil não podendo ser excluídos com base nos dados atuais”, complementaram os pesquisadores.

Segundo os responsáveis pelo trabalho, as estimativas se baseiam em uma série de fatores, entre eles estimativas da escala e dos padrões de movimento populacional das áreas afetadas e valores de parâmetros epidemiológicos derivados de surtos anteriores da espécie Bundibugyo do vírus Ebola.

Oficialmente, quase 600 casos suspeitos e 139 mortes foram relatadas desde o início do surto, no final de abril, principalmente na província de Ituri, na RDC. A OMS declarou, no domingo, que a situação representa uma emergência de saúde pública de importância internacional, seu mais alto nível de alerta.