'E se me mandarem embora?' Poetas que viveram o exílio serão atração de festival em SP

 

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Egana Djabbarova nasceu em Ecaterimburgo, na Rússia, onde o czar Nicolau II, a mulher e os cinco filhos foram mortos na esteira da Revolução Russa, em 1918. Mas sua pele, seu cabelo e seus olhos, mais escuros que os de suas colegas de escola denunciavam que ela não tinha raízes ali. Filha de azerbaijanos que migraram para a União Soviética em busca de trabalho, ela hoje mora em Hamburgo, na Alemanha. A mãe de Stefanie-Lahya Aukongo sobreviveu ao Massacre de Cassinga, o ataque de forças sul-africanas a um campo de refugiados namibianos em Angola, em 1978, e deu à luz em Berlim. Ainda hoje, sua filha ouve sempre as mesmas perguntas: “De onde você vem? Digo, de onde você vem mesmo?”. Paula Abramo nasceu e vive na Cidade do México, onde seu pai se exilou da ditadura brasileira. Foi o segundo exílio da família: o avô dela refugiou-se na Bolívia para escapar da perseguição de Getúlio Vargas aos comunistas na década de 1930 (ela é da mesma família que deram ao Brasil a atriz Lélia, o gravador e ilustrador Lívio, e os jornalistas Claudio, Perseu e Fúlvio Abramo, seu avô). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.