E o povo venceu!

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

Histórico, espetacular, gigantesco. O resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 só pode ser definido no superlativo.

A virada inesquecível de Lula é fruto das ruas, da ocupação das redes e do empenho de milhões de pessoas que ergueram uma barreira ao avanço da extrema-direita no país. Foram 4.392.907 votos a mais que as brasileiras e os brasileiros deram para Lula neste segundo turno, num total de 64.256.232 votos, um recorde.

Uma vitória do povo, do Brasil e de todos os que querem democracia e respeito às diversidades e diferenças. Ainda ficaremos impactados por essa inesquecível vitória popular nas urnas por um bom tempo, há muitos significados a serem entendidos e analisados.

Mas o avanço na votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno, com 10 milhões de votos a mais conquistados, é um marco na história das eleições brasileiras, um reconhecimento ao maior líder político deste país: o menino que driblou a fome no interior de Pernambuco, virou metalúrgico em São Paulo, líder sindical e do maior partido de massas brasileiros e chegou à Presidência da República pela 4ª vez para lutar por um Brasil mais justo e igualitário, colocando o pobre no orçamento.

Essa é a verdadeira história de meritocracia que podemos ter como exemplo. Num breve resumo dos números, Lula terminou o primeiro turno com cerca de 2,2 milhões de votos atrás de Flávio Bolsonaro.

No segundo turno, foi reeleito com aproximadamente 4,4 milhões de votos à frente do candidato da extrema-direita, com vitória de Lula em 2.875 cidades e alta de votos em 96,7% dos municípios do país. Abertas as urnas, a votação do maior líder político do país cresceu em todos os Estados da Federação no segundo turno.

Nas 1.114 cidades de menor renda média (até R$ 735), Lula conseguiu 74% dos votos, o que mostra que quem mais precisa das políticas públicas, especialmente sociais, votou em peso no candidato que defendeu e trabalhou por elas ao longo de sua trajetória política.. Na faixa intermediária, a das cidades de renda entre R$ 982 e R$ 1.328, Lula cresceu 6,1 pontos percentuais entre os dois turnos de votação.

Mas de onde vieram, afinal, os votos da vitória? Há algumas chaves para entender esse fenômeno impressionante. A primeira já anotada pelos analistas é a queda na abstenção, que foi de 21,1% para 19,2% entre o primeiro e o segundo turno, um total de 2,8 milhões de votos a mais.

Isso mostra que foi acertada a estratégia, à qual as pessoas aderiram, de chamar as pessoas às urnas, pois é a menor abstenção desde 2006, quando Lula foi reeleito pela primeira vez. Outra chave importante foi o crescimento de Lula na região Norte do país, com votação 10,42% maior do que no primeiro turno.

Mesmo nas regiões Sul e Centro-Oeste, nas quais Flávio venceu, Lula também aumentou sua votação: 26,02% no Centro-Oeste e 24,34% no Sul. A região Sudeste, que concentra a maior massa de votos, foi chave para a vitória de Lula e do povo brasileiro Com a reversão em Minas Gerais, onde Lula perdeu o primeiro turno, mas ganhou no segundo, foi mantida a escrita de que, quem vence entre os mineiros e mineiras, sagra-se presidente.

Vale destacar também que o maior avanço em quantidade de votos se deu no Estado de São Paulo, com 2,6 milhão de novos votos dados a Lula. Também foi importante chave da vitória o resultados nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Na maior cidade do país, Lula recebeu 55,5% dos votos válidos, enquanto que na cidade do Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo e onde Flávio havia vencido no primeiro turno, Lula alcançou 51,54% dos votos válidos, um avanço de mais de 800 mil votos. Sem esquecer a estrondosa vitória no Nordeste, já no primeiro turno e ampliada em cerca de 3 milhões de votos agora.

Esses dados nos ajudam a mapear e entender o tamanho da expressiva vitória de Lula e do povo brasileiro neste histórico 25 de outubro de 2026. Mas apenas do ponto de vista numérico e quantitativo.

Existe uma dimensão mais profunda, sutil e significativa do que ocorreu nos corações e mentes da sociedade brasileira. Nessa dimensão qualitativa, a virada começou com os estudantes de Niterói (RJ), que imediatamente após o balde de água gelada do primeiro turno, foram às ruas para dizer “não vamos deixar a milícia retomar o poder no Brasil”.

Essa semente rapidamente germinou. O ingresso decisivo na campanha das redes sociais da jovem Ana Elisa, de 21 anos, consagrada pelo povo mineiro como deputada federal, junto com a mobilização do deputado federal Janones chacoalhou o ânimo e criou um fato político decisivo na comunicação do segundo turno.

Passamos a dar as cartas, a ditar os temas e ritmos da eleição. A força da juventude e das redes foi importantíssima para a vitória.

Mas também não podemos nos esquecer que o fim da escala 6×1 cumpriu seu papel. O povo trabalhador entendeu quem estava desde sempre na defesa de uma vida mais digna para quem trabalha e quem estava tentando pegar carona de última hora nesse trem.

A pauta de defesa dos trabalhadores e de quem mais precisa pesou bastante, não só pelo Bolsa Família, Pé de Meia, Enem, Desenrola, entre outros programas já existentes, mas igualmente com a proposta de passe livre nos transportes públicos nos finais de semana. O povo entendeu que há um caminho novamente sendo construído na direção de um país desenvolvido e uma vida melhor.

O momento agora é de comemorar e recuperar as energias para o trabalho gigantesco que temos pela frente. Não será fácil com esse Congresso Nacional que vai seguir tentando de tudo para bloquear o governo Lula.

Mas a força da vitória e da virada neste segundo turno nos alimenta de esperanças de que começamos a frear o avanço do fascismo. Não só no Brasil, pessoas e lideranças do mundo inteiro que têm compromisso com a democracia, a justiça e o fim das desigualdades receberam uma injeção de ânimo vinda das urnas brasileiras para enfrentar o fascismo em seus países.

O aprendizado que fica é que isso só pode ser feito de verdade com uma conexão direta com as ruas, esse é o caminho. E foi assim que o povo venceu as eleições de 2026.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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