Morador do bairro Santo Antônio, em Chapecó, perdeu móveis e roupas após a chuva invadir o imóvel; enquanto espera o tempo melhorar, ele conta com a solidariedade dos vizinhos “É complicado, é difícil falar… Com a natureza ninguém brinca.” É assim que Rosemar de Oliveira tenta encontrar palavras para descrever o cenário que encontrou depois da passagem de um tornado por Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
A casa onde mora, no bairro Santo Antônio, teve cerca de 80% do telhado arrancado pela força dos ventos, e a chuva atingiu praticamente todos os móveis e as roupas da família. O fenômeno atingiu o município na manhã de quarta-feira (4), durante uma forte tempestade que provocou estragos em diferentes bairros.
Quando chegou em casa e viu a dimensão dos danos, Rosemar conta que ficou assustado. No momento da ocorrência, ele e os filhos estavam fora do imóvel.
Apenas a sogra, que mora no pavimento inferior, estava na residência. Apesar da destruição na parte de cima, ela conseguiu preservar os pertences que estavam no andar onde mora.
Já no espaço ocupado por Rosemar, a água da chuva entrou depois que o telhado foi danificado, molhando os móveis, as roupas e outros objetos. Além dos prejuízos materiais, a situação também abalou emocionalmente a família.
Segundo o morador, a sogra ficou bastante abalada com o que aconteceu. A força do tornado arrancou 80% do telhado da casa de Rosemar, deixando o imóvel exposto à chuvaVídeo: Reprodução/ND Mais
Em meio aos estragos, a união dos moradores do bairro Santo Antônio se tornou um apoio importante para quem teve a casa atingida. Rosemar conta que um vizinho emprestou uma lona para ajudar a proteger o imóvel, sem que fosse necessário buscar o material disponibilizado pelo Corpo de Bombeiros.
Ele destaca que a comunidade está mobilizada para ajudar as famílias afetadas e que os moradores têm se apoiado neste momento difícil. “É um bairro muito unido, todos estão se ajudando.
O que foi, foi, agora vamos reconstruir e esperar parar a chuva e acalmar o tempo para nós construirmos novamente”, relata. Por enquanto, a família não pretende iniciar os reparos.
Com a instabilidade do tempo e os riscos de subir no telhado danificado, a decisão é aguardar condições mais seguras antes de qualquer intervenção. A próxima etapa será avaliar a extensão dos estragos e levantar os custos necessários para recuperar a residência.
“Não adianta querer consertar nada agora, subir na casa… não queremos correr o risco. Então vamos esperar acalmar e ver o que tem para fazer e levantar os custos do que vai ter para reconstruir”, explica Rosemar.
A passagem do tornado por Chapecó foi confirmada pela Defesa Civil de Santa Catarina após a análise de imagens do radar meteorológico da região. O fenômeno ocorreu na manhã de quarta-feira (4), durante uma tempestade com ventos fortes que deixou um rastro de destruição em diferentes pontos do município.
Entre os estragos registrados estavam destelhamentos, placas derrubadas e árvores arrancadas ou danificadas pela força do vento. Enquanto aguarda a melhora das condições climáticas para começar os reparos, Rosemar tenta organizar os próximos passos para recuperar a casa.
Em meio às perdas, a ajuda dos vizinhos representa um alento para a família, que agora enfrenta o desafio de reconstruir o que foi danificado. Kethelyn Petter é repórter do ND Mais em Chapecó e integra a equipe da redação local do portal, acompanhando o que acontece diariamente no Oeste de Santa Catarina e abastecendo o leitor com os principais fatos que movimentam a região.
Escreve notícias sobre segurança, cidadania e infraestrutura, trazendo os principais fatos de cidades como Chapecó, São Miguel do Oeste, Xanxerê e Concórdia. Com atuação no Jornalismo desde 2023, é formada pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e já cobriu eventos tradicionais, trabalhou com jornalismo digital e fez reportagens especiais para o caderno de esporte no jornalismo impresso.
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