Durigan reconhece impacto da guerra na economia, mas aponta Brasil como um dos menos afetados
O ministro da Fazenda, Dário Durigan, reconheceu nesta segunda-feira que o cenário geopolítico global, especialmente a guerra no Oriente Médio, tem impactado a economia brasileira, com reflexos no aumento dos preços dos combustíveis e dos alimentos. Apesar disso, ele afirmou que os efeitos no Brasil são menores do que em outros países, como Índia, Coreia do Sul, Chile e África do Sul.
Segundo Durigan, países como a Índia já discutem racionamento de combustível, enquanto a Coreia do Sul adotou o tabelamento de preços. Ele também citou aumentos mais expressivos no preço dos combustíveis em outros locais, como Chile, com alta de 85%, e África do Sul, com avanço de 150%. No Brasil, de acordo com o ministro, o aumento foi de cerca de 20%.
“Claro que impacta. Não estamos menosprezando o impacto. Existe o impacto, mas, comparativamente com o resto do mundo, é muito pequeno”, afirmou.
Durigan explicou que a menor pressão sobre o Brasil se deve às alternativas desenvolvidas pelo país nas últimas décadas, como os investimentos em biocombustíveis e na exploração de petróleo em águas profundas.
Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz tem sido afetado. O bloqueio da região elevou os preços internacionais do petróleo e pressionou os custos dos combustíveis em diversos países.
O ministro também declarou que o Brasil tem sido um exemplo de resiliência no cenário global. Segundo ele, o país avançou nos últimos anos em políticas fiscais, conquistou superávit energético e ampliou o uso de matrizes energéticas limpas.
As declarações foram dadas em São Paulo, durante o lançamento do quinto leilão da EcoInvest, iniciativa do governo federal voltada à atração de investimentos privados, nacionais e estrangeiros, para financiar projetos sustentáveis.
