Durigan diz que se reunirá com representante do comércio dos EUA nos próximos dias para tratar de novo tarifaço

Durigan diz que se reunirá com representante do comércio dos EUA nos próximos dias para tratar de novo tarifaço

Fonte: Bandeira



O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que o governo brasileiro irá se reunir nos próximos dias com o representante comercial americano, Jamieson Greer, para tratar sobre as propostas de tarifas divulgadas pelos Estados Unidos na última semana.

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Em entrevista ao site Uol, Dario disse que o encontro contará também com o ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa.

— A próxima reunião é para tratar das tarifas entre o ministro Márcio Elias Rosa e o Greer, que é o representante da agenda comercial dos EUA. Eu devo estar presente e acompanhar, e a depender de como essa reunião acontecer, eu não teria problema nenhum em fazer reuniões subsequentes com o Scott Bessent e outros interlocutores dos EUA — afirmou.

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O governo de Donald Trump anunciou na última quarta-feira a proposta de novas tarifas, desta vez uma sobretaxa de 12,5% para produtos brasileiros que entrem no país. O ato aconteceu um dia depois da recomendação de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos pelo governo de Trump. A decisão definitiva, porém, será tomada apenas em audiência marcada para 7 de julho.

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Segundo Dario, a reunião, que ainda não tem data marcada, será virtual.

— Ela deve ser virtual, eu preciso confirmar a data e horário com o meu colega Márcio Elias Rosa, não tenho essa informação aqui, mas ela deve acontecer nos próximos dias.

No final de março, o governo dos Estados Unidos decidiu classificar das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC) como terroristas. A decisão foi tomada pouco depois do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o presidente Donald Trump, e foi comemorada por membros da oposição.

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Dario afirmou que o governo brasileiro discutirá questões setoriais da economia, mas não colocará o Pix, que foi citado em investigação do governo americano, na mesa de negociação.

— O que pode ser discutido são questões setoriais, dentro do agro, quais são os temas importantes, os EUA tem a questão do etanol, nós temos o açúcar com eles. Na indústria aeronáutica, temos temas a tratar com os EUA, setor de serviços, de infraestrutura de telecomunicação, e serviço de tecnologia de nuvem por exemplo, esse debate cabe. O que deveríamos afastar são essas grandes ameaças ao país todo, dizer que o pix está afetado com isso, esse tipo de coisa tem que estar fora da mesa — disse na entrevista.