Durigan diz que deve entrar em contato com EUA para esclarecer classificação de facções como terroristas

Durigan diz que deve entrar em contato com EUA para esclarecer classificação de facções como terroristas

Fonte: Bandeira



O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que deve entrar em contato com autoridades do governo dos Estados Unidos nesta semana, para esclarecer a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas.

Em entrevista à rádio CBN, Durigan disse que o governo brasileiro está comprometido com o combate à facções.

— Nós não vamos deixar de fazer esforços, essa semana eu devo entrar em contato com as autoridades dos Estados Unidos para esclarecer o que está acontecendo. O presidente Lula foi o primeiro a dizer que precisamos aumentar o combate deste tipo de organização criminosa, agora a gente vai colocar isso em risco agora? A troco de quê? — afirmou o ministro da Fazenda.

Na semana passada, o governo dos Estados Unidos decidiu classificar das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC) como terroristas. A decisão foi tomada pouco depois do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o presidente Donald Trump, e foi comemorada por membros da oposição.

Para Durigan, a medida é uma tentativa de gerar instabilidade no Brasil à beira das eleições presidenciais.

— É inaceitável receber esse tipo de pressão, de intimidação perto do período eleitoral, a pretexto de dizer que se está preocupado com o Brasil e com a higidez do nosso comércio.

O ministro da Fazenda ainda afirmou que o governo fará "de tudo" para que não haja impacto econômico sobre empresas brasileiras, já que a decisão aumenta a insegurança jurídica principalmente do sistema financeiro, e também em relação ao Pix.

Ao GLOBO, Durigan adiantou que o governo avalia dar suporte para empresas afetadas, família e o Pix.

— Caso haja impacto financeiro e prejuízo financeiro injustamente causado por um ato unilateral, é possível pensar em medidas financeiras e econômicas de suporte também — afirmou.