Durante visita do Dia das Mães, famílias relatam abandono no cemitério Santa Izabel, em Belém
A manhã deste domingo (10) foi de movimentação tranquila no Cemitério Santa Izabel, localizado no bairro do Guamá, em Belém. Entre flores, orações e manifestações de saudade, familiares prestaram homenagens às mães já falecidas durante o Dia das Mães. A expectativa é de aumento na circulação de pessoas ao longo do dia.
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Entre os visitantes estava o advogado Francisco Monteiro, que foi ao cemitério acompanhado da esposa e dos filhos para homenagear a avó, a quem considera como mãe de criação.
Segundo ele, a familiar faleceu há 21 anos, mas a lembrança permanece presente. Francisco contou ainda que a tradição de visitar o cemitério começou ainda na infância, incentivada pela própria avó.
O advogado Francisco Monteiro foi ao cemitério acompanhado da esposa e dos filhos para homenagear a avó, a quem considera como mãe de criação (Ivan Duarte /O Liberal)
Hoje, ele afirma que mantém o costume ao lado dos filhos como forma de preservar a memória da familiar e reforçar a importância dela na vida da família.
“Ela me criou esse hábito. Hoje eu tenho a oportunidade de trazer meus filhos para cultuar a lembrança do nosso ente querido. Eu trago meus filhos para render essa homenagem a ela, para nós lembrarmos da importância dela para a nossa vida”, afirmou.
O advogado também destacou que a visita neste ano ocorreu em uma data simbólica para a família, já que o aniversário da avó foi perto da data. “Por coincidência, o aniversário dela é dia 9 de maio, que foi ontem. Eu já viria ontem, mas como foi no Dia das Mães, eu vim especialmente hoje”, disse.
Reclamações sobre conservação do espaço
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O cenário de emoção também dividiu espaço com reclamações. Segundo Francisco Monteiro, o cemitério apresenta problemas de conservação e sinais de abandono. “Está aparentemente tranquilo, apesar de um pouco abandonado o cemitério”, declarou.
Ele afirmou ainda que a situação encontrada no local causa tristeza entre os visitantes. Francisco pontou que no espaço há sepulturas quebradas e dificuldades de circulação em algumas áreas do espaço. Também foi observado mato alto e restos de podas de árvores espalhados pelo cemitério,
“Nós viemos não só pela dor, mas por toda lembrança boa que nos traz o nosso ente que partiu. Infelizmente, a situação do cemitério deixa a gente um pouco triste”, afirmou.
O advogado também relatou que gostaria de ver maior atenção do poder público à manutenção do espaço. “A gente vê sepulturas quebradas, a venda de sepulturas dentro das vias de passagem, as pessoas passando por cima dos túmulos. É um pouco impactante”, completou.
'É a forma que eu tenho para me aproximar mais dela', disse filha durante visita
Entre as famílias que estiveram no cemitério neste domingo estavam também as irmãs Iasmin Menezes e Iara Menezes, que visitaram o túmulo da mãe pela primeira vez no Dia das Mães após a perda recente da familiar.
“Hoje completa dois meses que a gente perdeu nossa mãe, então é o primeiro Dia das Mães que a gente está com a ausência dela”, contou a auxiliar administrativa Iasmin.
As irmãs Iasmin Menezes e Iara Menezes falaram sobre luto recente durante homenagem no Dia das Mães (Ivan Duarte / O Liberal)
As irmãs disseram que pretendem manter a tradição do almoço em família como forma de homenagear a mãe, mesmo após a perda recente.
Iara Menezes afirmou que o momento tem sido marcado por forte emoção e pela tentativa de se sentir mais próxima da mãe.
“Minha emoção está grande, porque desde que minha mãe partiu eu ainda não me equilibrei. Então, essa é a forma que eu tenho para me aproximar mais dela”, declarou a cantora.
A aposentada Carmen de Carvalho Menezes, nora da senhora homenageada e acompanhante da família, também participou da visita acompanhando as cunhadas. Segundo ela, o sentimento continua muito presente devido à perda recente.
“Como está muito recente, a gente sente muito, o sentimento está muito à flor da pele”, disse.
Carmen afirmou ainda que acompanha as familiares como forma de prestar uma homenagem e demonstrar carinho à memória da sogra.
“Ela não era minha mãe, era minha sogra, mas era como se fosse minha mãe também. A gente veio fazer essa singela homenagem para ela”, completou.
