Dublin acessível: capital irlandesa oferece cultura, diversão e gastronomia a bons preços
A agência nacional de desenvolvimento turístico da Irlanda garante: o principal motivo para os irlandeses visitarem Dublin é a “energia social”, ou seja, uma iniciativa voltada para quem quer agitação que minha irmã e eu descobrimos se encaixar perfeitamente em uma viagem econômica de três dias, no ano passado.
Pet friendly: Cafés e confeitarias para cães viram moda em Paris com cardápios especiais e adaptados
Veja fotos: Prédio onde protagonista de 'Emily in Paris' morava tem apartamento à venda por R$ 20 milhões
De sessões gratuitas de música a passeios com contação de histórias, aqui vão cinco opções acessíveis para quem quer explorar a vibrante capital irlandesa.
Andar a pé
Dublin é bem servida pelo transporte público, que inclui ônibus e bondes. O Leap Visitor Card com desconto, da agência Transportation for Ireland, custa € 8 para um dia de viagens ilimitadas, € 18 para três e € 24 para sete. O ônibus Dublin Express, que liga o aeroporto ao centro, custa € 9.
Passeio pela região da Trinity College: transporte público é farto, mas boa parte da cidade pode ser percorrida a pé
Michael Vince Kim / The New York Times
A cidade também é compacta o suficiente para ser percorrida a pé, pelo menos em grande parte, o que permite o contato com outra de suas tradições cativantes: os artistas de rua. A música anima o centro, principalmente ao longo da Grafton Street, repleta de lojas, entre o Trinity College e o St. Stephen’s Green, onde nomes como Bono, do U2, tocavam para receber uns trocados no início da carreira.
Especial de domingo
Seja qual for o motivo da sua visita, tente estar lá em um domingo, dia em que a música ao vivo lota os pubs, a Hugh Lane Gallery realiza concertos gratuitos e uma feira de arte semanal toma conta da Merrion Square, parque georgiano no centro, onde os artistas penduram pinturas e esboços nas laterais da cerca de ferro que dá para a rua — as obras menores são vendidas a € 60.
À tarde, os pubs organizam sessões gratuitas de encontros informais de músicos que geralmente tocam ao redor de uma das mesas, e não no palco. Fiz duas tentativas para ver um quinteto popular tocando canções folclóricas tradicionais no Brazen Head, considerado o mais antigo da Irlanda, fundado em 1198. Do outro lado da rua, no pub O’Shea’s Merchant, as mesas são empurradas para perto das paredes, abrindo espaço para a dança na sessão das 18h30 com o guitarrista e compositor Luke Price e o acordeonista Cormac Murphy.
Contadores de histórias
Promovida a Cidade da Literatura pela Unesco, Dublin é a terra natal de W.B. Yeats, James Joyce, George Bernard Shaw e Samuel Beckett. Uma de suas maiores atrações, o “Livro de Kells”, é um manuscrito que data aproximadamente do ano 800 (entrada a partir de € 19).
A maneira irlandesa de lidar com as palavras é o grande destaque das ofertas culturais locais, começando pelo Little Museum of Dublin (entrada a €18), que geralmente contrata atores como guias. Depois de uma breve introdução, o visitante fica à vontade para percorrer os quatro andares e apreciar as exibições peculiares, incluindo uma sala dedicada à banda U2, uma galeria de fotografias de rua e a cabine telefônica pública mais antiga da Irlanda (onde os visitantes ainda podem fazer ligações).
Dependendo de quem conta a história, o bairro Liberties é o mais descolado ou o mais marginalizado da cidade. O passeio a pé In Our Shoes (€ 15) explora a área em franca transformação ao redor da cervejaria Guinness, proporcionando uma visão da história a partir da perspectiva da classe trabalhadora.
Gastronomia global
Cerca de 20% dos habitantes de Dublin não são irlandeses, e a estatística se alinha com o cenário gastronômico, repleto de delícias multiculturais. Na lanchonete Zaytoon, em Temple Bar, onde se concentra a vida noturna, desfrutamos de porções fartas de kebab (€ 16) e pães (€ 14,50 pelo de carne moída de cordeiro e boi). No almoço, o café Tang, com três filiais, oferece um pão híbrido coberto com homus, cordeiro marroquino, feijão libanês, cenoura, repolho e salsa enrolado como um burrito (€ 9,75).
Uma das entradas da cervejaria Guinness: fama internacional
Fotos de Michael Vince Kim / The New York Times
No Little Dumpling, perto do St. Stephen’s Green, os bolinhos feitos à mão são a estrela do cardápio chinês. Quatro unidades de cogumelos silvestres ou de pato assado saem por € 9; a seleção de 11, um de cada variedade, sai por € 25.
Hotéis elegantes
As opções de hotéis mais baratos não implicam economia de estilo ou sacrifício da localização. O primeiro onde ficamos, o Zanzibar Locke, fica perto da ponte pedonal Há’penny, do outro lado do Rio Liffey, em frente ao Temple Bar, e só a localização já poderia justificar tarifas mais altas. Nosso estúdio, em estilo residencial, incluía cozinha compacta, sofá, mesa de jantar, cama king size e um banheiro espaçoso por uma diária de € 125. A cafeteria do saguão era conveniente demais para não cairmos na tentação dos lattes a € 4,20 e os scones a € 3,50.
Em Smithfield, a 15 minutos a pé rumo oeste, às margens do rio, nós ficamos no Generator Dublin, rede de albergues com unidades em pelo menos uma dúzia de cidades na Europa. O hotel oferece vários tipos de quarto além dos dormitórios padrão com banheiros compartilhados (a partir de € 18 por cama). As opções privativas incluem quartos duplos com camas king size (a partir de € 72) e quartos familiares (a partir de € 75), ambos com banheiros privativos.
O hotel está entre os empreendimentos mais sofisticados de Smithfield, mas fica a apenas um quarteirão de uma das atrações mais antigas de Dublin: o pub Cobblestone, onde a diversão, caso você ainda não tenha percebido, rola solta todos os dias em sessões de música gratuitas.
