Duas pessoas foram resgatadas com vida dos escombros de um prédio em construção que desabou na sexta-feira, em Eastleigh, na capital do Quênia, Nairóbi. Outras cinco continuavam desaparecidas no sábado, enquanto equipes de emergência procuravam possíveis sobreviventes.
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O edifício, que teria entre 16 e 18 andares, caiu em meio a questionamentos sobre a segurança da obra. Imagens do local mostram os pisos de concreto empilhados uns sobre os outros, enquanto socorristas cortavam estruturas metálicas para tentar alcançar possíveis sobreviventes.
As duas pessoas resgatadas foram levadas ao hospital, segundo reportagem da BBC. De acordo com o representante do Ministério do Interior, Kipchumba Murkomen, 66 dos 67 trabalhadores da construção que estavam no edifício conseguiram sair ilesos.
O trabalhador restante sofreu ferimentos que não representavam risco de vida. Na sexta-feira, Murkomen havia informado que sete pessoas estavam desaparecidas.
Após o resgate de duas delas no sábado, cinco continuavam sem localização confirmada. Acredita-se que estivessem em lojas nos pavimentos inferiores, enquanto dezenas de trabalhadores da construção estavam nos andares superiores no momento do desabamento.
Polícia investiga possíveis irregularidades na obra O Serviço Nacional de Polícia abriu uma investigação para determinar as causas do desabamento e verificar se houve responsabilidade criminal.
No sábado, a corporação informou que havia iniciado buscas pelo proprietário do edifício e pelo empreiteiro responsável. A polícia advertiu que qualquer pessoa considerada responsável por negligência ou por violar as normas de construção "enfrentará todo o rigor da lei".
A Autoridade Nacional de Construção do Quênia informou que identificou a empresa responsável pelo empreendimento, além do arquiteto e do engenheiro estrutural. Não foram divulgadas informações sobre eventuais inspeções realizadas no local antes do acidente.
O desabamento levantou questionamentos sobre o cumprimento das normas de planejamento e construção. Embora o edifício ainda estivesse em obras, 11 lojas já haviam sido abertas nos pavimentos inferiores.
O governador de Nairóbi, Sakaja Johnson, afirmou à imprensa local que os responsáveis não tinham a documentação necessária para que o prédio fosse ocupado. Ele pediu ao governo nacional mais poderes para que as autoridades locais possam punir "empreendedores que desrespeitam os projetos de construção aprovados e as normas de segurança".
A investigação deverá esclarecer se houve descumprimento de exigências legais e se eventuais irregularidades contribuíram para a queda. Até o momento, não foi divulgada uma conclusão sobre a causa técnica do desabamento.
Desabamentos de prédios não são incomuns em Nairóbi. Falhas de construção e planejamento inadequado são frequentemente apontados como fatores que contribuem para esses acidentes.
O Globo