Duas águias e puxador gigante: as surpresas que as escolas de samba do Rio vão levar para a Avenida
Terceira escola a desfilar na segunda-feira na Marquês e Sapucaí, a Viradouro vai trazer um enredo em homenagem a Ciça, mestre de bateria da escola. Mas outra lenda do carnaval carioca será reverenciado no desfile.
O puxador Dominguinhos do Estácio, que morreu em 2021, virá em formato de uma escultura gigante, sentado no Trenzinho do Caipira, fazendo uma referência ao desfile campeão da Estácio de Sá em 1992, que teve ele como intérprete.
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O trem caipira no desfile campeão da Estácio de Sá, com o enredo "Paulicéia Desvairada, em 1992
Chiquito Chaves / Agência O Globo
O coração do torcedor da Portela sempre bate mais forte com a tradicional águia da escola no abre-alas. Imagine então com duas. Isso mesmo. A escola vai trazer seu símbolo máximo abrindo o desfile e depois da parte final.
A ousadia da bateria da Mangueira ficará por conta da presença dos tambores de Marabaixo. O instrumento de percussão típico do Amapá são citados no enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju — O Guardião da Amazônia Negra".
Personagens do filme "Ainda estou aqui", a família de Rubens Paiva virá no setor que denuncia a tortura na Acadêmicos de Niterói, escola que abre os desfiles no domingo com um enredo sobre o presidente Lula.
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A Imperatriz Leopoldinense promete impressionar o público e os jurados já no início do desfile, com muita luz de diferentes cores. Há quem aposte que o Sambódromo ficará às escuras no momento da sua apresentação.
A comissão vai brincar com a capacidade de mutação do camaleão, inspirado no próprio título do enredo sobre Ney Matogrosso: "Camaleônico". O figurino traz referência também aos Dzi Croquettes, grupo de teatro e dança que fez sucesso nos anos 1970.
Os Dzi Croquettes
Divulgação / Antonio Guerreiro
Impressionar logo no início será também uma tática do Salgueiro. O abre-alas da escola terá 70 metros de cumprimento, ocupando toda extensão do Setor 1, trazendo referências aos carnavais de diferentes escolas pelas quais passou Rosa Magalhães, tema do enredo.
Luma de Oliveira não estará presente no desfile da Viradouro, mas será lembrada em uma ala com 60 mulheres representando a eterna rainha de bateria.
Durante o desfile, elas vão se ajoelhar em plena Marquês de Sapucaí, refazendo uma imagem que marcou a história da Viradouro. Em sua despedida do posto de rainha de bateria da escola, em 2001, Luma se ajoelhou à frente da bateria sob o comando do Mestre Ciça, levantando o público. Um clássico!
Componentes da ala que vai homenagear Luma de Oliveira na Viradouro
Guito Moreto / Agência O Globo
Outro momento épico da Vermelho e Branco de Niterói será revivido na Avenida em 2026. Ciça vai subir com os ritmistas em uma alegoria durante o desfile, como fez em 2007 com o enredo “A Viradouro Vira o Jogo”.
Quer mais spoiler? Veja as imagens!
A fantasia dos ritmistas da Vila Isabel em 2026
divulgação/ vila isabel
As fantasias de Colombina e Arlequim da Vila Isabel em 2026
Ademir Júnior/Divulgação Vila Isabel
A fantasia de baiana do Salgueiro em 2026
Ygor Gusmão/ Salgueiro
Detalhe de uma alegoria do Salgueiro
Ygor Gusmão/Salgueiro
A alegoria do Lobisomem da Imperatriz Leopoldinense
divulgação/ Imperatriz Leopoldinense
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