DroneGun: entenda a tecnologia usada para derrubar drones perto do Planalto e proteger Lula
Equipamentos capazes de neutralizar drones se tornaram uma das principais ferramentas da segurança presidencial no Brasil. Desde 2023, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) registrou mais de 135 mil neutralizações de drones em áreas protegidas do governo federal.
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Esses dispositivos funcionam sem disparar projéteis. Em vez disso, emitem sinais de radiofrequência direcionados, capazes de interromper a comunicação entre o drone e o operador. Quando o sinal do equipamento atinge a aeronave, o drone perde a conexão com o controle remoto. A partir desse momento, dependendo da programação do aparelho, ele pode retornar automaticamente ao ponto de decolagem ou realizar um pouso controlado.
Segundo o GSI, essa interferência é feita de forma controlada para evitar riscos à segurança de pessoas ou estruturas.
Parte das neutralizações ocorre por meio de sistemas fixos instalados no Palácio do Planalto e em outras residências oficiais. Esses equipamentos criam uma espécie de “zona de exclusão aérea”, impedindo que drones entrem no espaço delimitado.
Em operações fora de Brasília, agentes utilizam um equipamento móvel conhecido como DroneGun Tactical. O dispositivo tem formato semelhante ao de uma arma futurista e pesa cerca de sete quilos.
A dinâmica de uso é parecida com a de um armamento convencional: o agente segura o equipamento com as duas mãos, aponta para o drone e pressiona o gatilho.
Em vez de munição, o aparelho dispara ondas de interferência eletrônica, capazes de cortar o sinal do drone a até dois quilômetros de distância. O sistema foi desenvolvido na Austrália e consegue atuar em até cinco diferentes faixas de radiofrequência, usadas normalmente na comunicação entre drones e seus controladores.
As antenas direcionais permitem selecionar a frequência que será bloqueada, aumentando a eficiência da neutralização.
