'Droga zumbi': novos e-mails dos arquivos de Epstein citam planta tóxica que afeta memória e vontade mantida em propriedade do financista

 

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Mensagens recém-divulgadas dos chamados Arquivos Epstein indicam que o financista Jeffrey Epstein pode ter mantido exemplares de uma planta altamente tóxica em sua propriedade. Um dos e-mails encontrados no mais recente lote de documentos mostra Epstein perguntando sobre suas “plantas de trombeta no viveiro”.

De acordo com informações publicadas pela TMZ, a referência pode estar relacionada à trombeta-de-anjo, nome popular de espécies do gênero Brugmansia. A planta é conhecida por conter escopolamina, substância com potente efeito no sistema nervoso central. Em casos de intoxicação, a droga pode provocar confusão mental, perda de memória, delírios, paralisia e, em situações graves, levar à morte.

A escopolamina também ganhou notoriedade por relatos de uso criminoso, sob a alegação de que reduziria a capacidade de resistência das vítimas. Outro ponto que desperta atenção é a informação, citada em reportagens internacionais, de que a substância pode ser de difícil detecção em determinados exames toxicológicos.

Outro e-mail revelado nos documentos indica que Epstein recebeu um artigo detalhando os efeitos da escopolamina e da planta da qual é extraída, o que levanta questionamentos sobre seu conhecimento a respeito das propriedades da substância. Não há, porém, nos registros divulgados até o momento, comprovação de uso ou aplicação da droga por parte do financista.

Epstein morreu em 2019, em uma cela de prisão, enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual. Desde então, a divulgação de documentos relacionados ao caso tem ocorrido de forma gradual. No ano passado, parlamentares aprovaram medida para obrigar o Departamento de Justiça, durante a gestão do presidente Donald Trump, a tornar públicos os chamados Arquivos Epstein. Os papéis vêm sendo liberados em lotes, o mais recente no mês passado, embora o órgão tenha informado que não estão previstas novas divulgações.

Na semana passada, Ghislaine Maxwell, ex-associada de Epstein, invocou a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos durante depoimento ao Comitê de Supervisão da Câmara, recusando-se a responder a perguntas sobre a relação entre Trump e Epstein. O ex-presidente não foi acusado de qualquer crime ligado ao financista. Os documentos já tornados públicos mencionam ainda dezenas de personalidades do entretenimento, dos negócios, da ciência e da academia como integrantes do círculo social de Epstein, sem que isso implique, necessariamente, envolvimento em irregularidades.