Douglas Costa usa time da 4ª divisão da Itália como ponte antes de acerto com clube dos Emirados; entenda

 

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O meia-atacante Douglas Costa foi anunciado nesta sexta-feira como reforço do Chievo Verona, da quarta divisão italiana. A passagem, porém, tende a ser curta: o contrato é de apenas seis meses e, segundo o jornalista Gianluca Di Marzio, o próximo destino do brasileiro de 35 anos já está encaminhado — o Al-Ittifaq, dos Emirados Árabes Unidos.

O curto período na Itália ajuda a explicar o movimento. Após atuar pelo Sydney FC em 2025, Douglas Costa buscava um contexto de readaptação ao futebol europeu, com ritmo competitivo e menor pressão, antes de assumir um compromisso mais longo. O Chievo oferece esse cenário: calendário ativo, exposição no mercado e um projeto em reconstrução.

Há ainda um fator decisivo nos bastidores. Chievo Verona e Al-Ittifaq pertencem ao mesmo proprietário, o empresário italiano Pietro Laterza. Na prática, a ida ao Chievo funciona como etapa intermediária de um plano maior, facilitando logística, negociação contratual e a transição do jogador para o Oriente Médio ao fim da temporada europeia.

O retorno à Itália também tem valor simbólico para Douglas Costa, que defendeu a Juventus entre 2017 e 2020. Revelado pelo Grêmio, com duas passagens pelo clube, o atacante também atuou pelo Fluminense em 2024, em uma carreira marcada por deslocamentos frequentes nos últimos anos.

O Chievo, por sua vez, vive um recomeço. Presente na Série A entre 2008 e 2019, o clube foi rebaixado, enfrentou problemas financeiros e acabou excluído das competições profissionais. Em 2024, após fusão com o Clivense — equipe fundada pelo ex-capitão Sergio Pelissier —, voltou à atividade na Série D.