Dormiu no banco sob -20°C: Homem é reanimado após mais de 5 horas em morte clínica por hipotermia

 

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Um homem foi reanimado após permanecer por 5 horas e 34 minutos em estado de morte clínica devido à hipotermia na cidade de Mirny, na região de Yakútia, na Rússia, onde as temperaturas podem chegar a menos de -50°C no inverno.

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O caso ocorreu em março, quando os termômetros marcavam cerca de -20°C, e foi divulgado pelo Hospital Regional Central de Mirny em seu perfil no Telegram nesta segunda-feira.

O paciente havia saído para um encontro, consumiu comida e bebida, sentiu-se cansado e adormeceu ao ar livre após se sentar em um banco.

Homem é reanimado após mais de 5 horas em morte clínica por hipotermia na Rússia

Reprodução/Hospital Regional Central de Mirny

Transeuntes acionaram uma ambulância, e a equipe de emergência encontrou o homem sem batimentos cardíacos, com pressão arterial zero e linha reta no eletrocardiograma. Diante do quadro, iniciaram imediatamente as manobras de reanimação.

O paramédico entrou em contato com a unidade de terapia intensiva, onde o anestesiologista e intensivista Dmitry Bosikov orientou a condução do caso.

Reaquecimento antes da reanimação

A estratégia adotada foi o reaquecimento gradual do corpo, técnica que busca evitar danos aos vasos sanguíneos e reduzir riscos como infarto, edema cerebral, insuficiência renal e morte.

O processo durou cerca de quatro horas, elevando a temperatura corporal do paciente de 24°C para 34°C.

Somente após atingir esse nível foi iniciada a reanimação cardiopulmonar, com massagem cardíaca indireta, ventilação artificial e administração de medicamentos.

Recuperação sem sequelas

Após 25 minutos de reanimação, os médicos observaram fibrilação ventricular, indicando retorno da atividade elétrica do coração.

Em seguida, foi aplicada uma descarga elétrica, que restabeleceu o ritmo cardíaco e permitiu a retomada da circulação sanguínea.

O paciente permaneceu em coma induzido por um dia, mas recuperou a consciência sem comprometimento das funções vitais. A função renal foi preservada, e ele recebeu alta hospitalar após cinco dias.