Dor de cabeça constante? Descubra os alimentos que podem piorar a enxaqueca

 

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A enxaqueca não é "só uma dor de cabeça", é uma doença neurológica crônica, hereditária e complexa, que afeta cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde. Celebridades e influenciadores, como Virgínia Fonseca, já falaram abertamente sobre o assunto, mostrando que os sintomas vão muito além da dor intensa: náuseas, alterações na visão, zumbidos, mudanças de humor e até desequilíbrios digestivos podem surgir durante as crises.

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Embora a enxaqueca não seja causada por alimentos, certos ingredientes podem funcionar como gatilhos e deixar as crises mais frequentes ou intensas.

"A enxaqueca é uma doença de um cérebro hiperexcitável. Substâncias estimulantes presentes em alguns alimentos, como a cafeína, e compostos termogênicos como o gengibre e a canela, por exemplo, podem atuar como gatilhos e 'pioradores' das crises, especialmente em indivíduos com mais sensibilidade neurológica", explica Thais Villa, médica neurologista especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca.

O que pode 'acender o alerta' no cérebro

Bebidas com cafeína: café, chás preto, branco e verde, matcha, mate; refrigerantes de cola ou guaraná; energéticos.

Álcool: não é indicado para quem tem enxaqueca, pois dilata os vasos sanguíneos e pode provocar dor de cabeça. Vinhos tintos, em especial, têm taninos que podem irritar o cérebro e disparar crises.

Chocolates escuros: ricos em cafeína e teobromina, que aumentam a atividade de um cérebro já hiperexcitado.

Pré-treinos e suplementos estimulantes.

Alimentos com glutamato monossódico: temperos prontos, salgadinhos, biscoitos e molho shoyu.

Alimentos termogênicos: gengibre, cúrcuma e canela.

A Dra. Thais Villa lembra que a enxaqueca continua sendo uma doença neurológica. A alimentação, por mais que tenha papel importante, funciona apenas como gatilho ou fator de agravamento e não deve ser vista como a solução única.

"Cortar alimentos é parte do processo, não a solução isolada. O tratamento da enxaqueca precisa ser integrado, com acompanhamento neurológico e intervenções medicamentosas e não medicamentosas. O apoio nutricional é estratégico para melhorar a resposta ao tratamento, oferecendo orientações personalizadas", completa a especialista.

Por ser hereditária, a enxaqueca não tem cura, mas tem controle. O cuidado deve ser personalizado e multidisciplinar. Entre os profissionais envolvidos no manejo da doença e das crises que ela faz acontecer, o apoio do nutricionista é fundamental no processo, colaborando diretamente para a redução da frequência, intensidade e duração das crises.