Donos de bar na Suíça onde 40 morreram no réveillon culpam garçonete por incêndio

 

Fonte:


Os donos de um bar em estação de esqui na Suíça, que podem ser condenados à prisão, culparam uma jovem garçonete por ter iniciado o devastador incêndio que matou 40 pessoas no último réveillon e bloqueado uma rota de fuga, revelou um depoimento policial vazado.

Jacques Moretti, de 49 anos, e sua esposa, Jessica Moretti, de 40, estão sob supervisão judicial após o incêndio fatal no Constellation, em Crans-Montana, durante as comemorações de 1º de janeiro.

Jacques Moretti e a sua esposa, Jessica

Reprodução/X

De acordo com registros de interrogatório vazados e vistos pelo Le Parisien, os franceses repetidamente disseram aos promotores: "Não fomos nós, foram os outros".

Durante cerca de 20 horas de interrogatório por três promotores, o casal teria atribuído a responsabilidade à garçonete Cyane Panine, de 24 anos, que morreu no incêndio.

Chamas se iniciam no teto do Constellation enquanto garçonete e clientes seguram garrafas de champanhe com vela pirotécnicas

Reprodução

Bar Le Constellation em chamas

Reprodução/X

Eles alegaram que Cyane subiu nos ombros de um colega enquanto agitava duas garrafas de champanhe com velas de faíscas acesas (velas pirotécnicas também conhecidas como estrelinhas) — uma cena filmada na noite do incêndio. Faíscas atingiram o teto do bar, e rapidamente as chamas se espalharam.

Cyane usava um capacete promocional e, segundo os investigadores, não viu as faíscas incendiando o teto do porão, que era revestido com espuma altamente inflamável. Referindo-se ao incidente, Jacques disse a invetigadores que era "o show da Cyane".

"Eu não a proibi de fazer isso. Eu não a fiz prestar atenção às instruções de segurança. Não vimos o perigo. Cyane gostava de fazer aquilo. Era um show, ela gostava de participar do show", emendou ele.

Jessica compartilhou a afirmação em audiência realizada em 20 de janeiro. Testemunhas disseram tem visto a empresária fugindo do local com o dinheiro da caixa registradora durante o incêndio.

"A Cyane gostava de entregar essas garrafas. E ela fazia isso por iniciativa própria", argumentou Jessica. "Se eu tivesse imaginado que havia o menor risco, teria proibido. Em dez anos administrando o negócio, nunca pensei que pudesse haver qualquer perigo", acrescentou ela.