Dono de pizzaria se pronuncia após mulher comer pizza antes de morrer: 'Sem acreditar'
O proprietário da pizzaria La Favoritta, em Pombal (PB), se manifestou pela primeira vez sobre a morte de uma mulher que passou mal após consumir alimentos no estabelecimento. Além da vítima fatal, outros 113 clientes relataram sintomas semelhantes.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marcos Antonio Gomes Neto, 24 anos, pediu desculpas pela demora em se pronunciar. “Eu estava tentando entender tudo que estava acontecendo. Sempre gostei do que faço, amo trabalhar, e tudo estava normal no domingo. De repente, em poucas horas, tudo começou a desmoronar”, afirmou.
A advogada do empresário, Raquel Dantas, pediu cautela quanto às conclusões. “Só a perícia vai trazer respostas definitivas. Até agora estamos trabalhando com suspeitas, nada concreto”, disse, aparecendo ao lado de Marcos na gravação.
Mulher morreu após suspeita de intoxicação alimentar
A vítima, identificada como a servidora pública Rayssa Maritein Bezerra, de 44 anos, começou a apresentar sintomas como diarreia, vômitos e fortes dores abdominais ainda no domingo, dia 15 de março. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Pombal na segunda-feira e, devido à gravidade do quadro, precisou ser internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
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A unidade de saúde também registrou 74 atendimentos de pessoas com sintomas relacionados a suspeita de intoxicação alimentar entre os dias 15 e 16 de março. No domingo, 36 pessoas foram atendidas, sendo 33 com gastroenterocolite aguda e três com episódios isolados de vômitos.
Pizzaria foi interditada e insumos passam por análise
Em nota, a prefeitura da cidade informou que a pizzaria foi interditada após a ocorrência. Durante a vistoria técnica, materiais e insumos foram recolhidos para análise da Vigilância Sanitária e da Vigilância Epidemiológica do município.
A investigação do caso foi encaminhada à Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa), seguindo todos os procedimentos legais e etapas de responsabilidade municipal, segundo a gestão local.
A vistoria identificou a presença de pragas e diversas irregularidades no estabelecimento. Entre as condições apontadas estão a ausência de documentação obrigatória, armazenamento inadequado de alimentos, instalações elétricas expostas e temperatura imprópria no espaço.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
