Dono de bar incendiado na Suíça diz que porta de serviço estava trancada por dentro

 

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O proprietário francês do bar que pegou fogo na Suíça, matando 40 pessoas na véspera de Ano Novo, disse aos investigadores que uma "porta de serviço" estava trancada por dentro. A maioria dos mortos eram adolescentes, e outras 116 pessoas ficaram feridas na tragédia.

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Questionado pela promotoria de Valais, Jacques Moretti, um dos dois proprietários do bar Le Constellation, na estação de esqui suíça de Crans-Montana, disse que, ao chegar ao bar logo após o incêndio, "forçou a porta" porque estava "trancada por dentro", segundo trechos do processo judicial publicados por diversos veículos de imprensa franceses e suíços, cuja autenticidade foi confirmada à AFP por uma fonte próxima ao caso.

Moretti, que está em prisão preventiva desde sexta-feira após a audiência, disse aos investigadores que se tratava de uma "porta de serviço" e que não estava sinalizada "como saída de emergência".

O incêndio teria sido causado por sinalizadores colocados em garrafas de champanhe, segundo as investigações iniciais. Há também questionamentos sobre a presença e o acesso a extintores de incêndio, bem como sobre a segurança das rotas de fuga do bar.

"Costumamos colocar um sinalizador no bar quando servimos uma garrafa", explicou Jessica Moretti, mulher do proprietário e coproprietária do estabelecimento, que foi liberada após a audiência na sexta-feira. "Fazemos isso há dez anos e nunca houve problema", afirmou o marido.

Segundo ele, "não é impossível" que os sinalizadores tenham causado o incêndio, mas acredita que "deve haver algo mais". Ele acrescentou que os sinalizadores "não eram potentes o suficiente para inflamar a espuma acústica" e afirmou: "Fiz testes".

O casal é suspeito de "homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso culposo". Após a investigação, o Ministério Público do Valais decidirá se arquiva o caso ou apresenta uma denúncia para possível julgamento.