Domínio intocado: os 3 carros do mercado nacional que não têm rivais asiáticos à altura

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A forte expansão das montadoras asiáticas está transformando o mercado automotivo brasileiro, mas algumas categorias seguem blindadas. Enquanto hatches, sedãs e SUVs eletrificados ganham participação entre os modelos de maior volume, determinados segmentos locais continuam intocados devido a exigências muito específicas do público e das operações do país.

Tratam-se de veículos projetados para o uso severo do dia a dia, com vocação de trabalho ou voltados ao entusiasmo purista — características que as fabricantes chinesas ainda não priorizaram na construção de seus catálogos globais. A robustez mecânica e o baixo custo de manutenção explicam a liderança de veteranos no país.

Exemplo disso é a minivan Chevrolet Spin, que mantém o público fiel do mercado de táxis e frotas. No setor de picapes compactas, a Fiat Strada, modelo mais vendido do país, domina uma categoria criada em solo nacional pela marca italiana com a 147 Pick-up.

Já entre os utilitários esportivos, o Renault Duster consolidou seu espaço como viatura e veículo de trabalho pela simplicidade estrutural, situando-se distante da proposta de SUVs mais tecnológicos e urbanos das chinesas. Nos extremos da capacidade de carga e do desempenho emocional, a barreira de entrada para concorrentes asiáticos é ainda maior.

No setor do agronegócio, os modelos Ram 2500 e Ram 3500, da Stellantis, impõem sua presença com capacidade de reboque e porte avantajado, uma categoria em que os chineses só oferecem picapes de porte médio. Do outro lado, apaixonados por velocidade seguem buscando sensações puras ao volante.

É o caso do lendário Ford Mustang, cujas 200 unidades com transmissão manual oferecidas pela Ford esgotaram rapidamente. Enquanto as novas marcas concentram seus esforços em veículos elétricos superequipados de apelo massivo ou em supercarros de altíssima potência, a demanda nacional por utilidade direta e tradição sensorial permanece resguardada.

Esses cinco exemplares provam que fatores como a rede de concessionárias capilarizada, a engenharia adaptada às estradas brasileiras e a força de marca pesam decisivamente na hora da compra. Assim, esses nichos devem continuar protegidos do avanço estrangeiro por um longo período.

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