Três homens da República Dominicana estão implorando para ser resgatados na Rússia. Eles alegam ter sido atraídos por falsas promessas de emprego e, em seguida, enviados ao campo de batalha na guerra contra a Ucrânia, que já dura mais de quatro anos.
Em vídeo publicado em redes sociais na semana passada, os três homens — cujos nomes não foram divulgados — alegaram ter sido recrutados pelas forças armadas russas e enviados para as linhas de frente do conflito. "Fomos enganados.
Ao contrário do que dizem, que teríamos vindo para cá sabendo no que estávamos nos metendo, isso é mentira. Fomos trazidos para cá sob um contrato de trabalho", afirmou um dos homens.
Pela lei dominicana, cidadãos do país precisam obter autorização do governo caso desejem ingressar nas forças armadas de outra nação. Caso o façam sem essa permissão, correm o risco de perder a cidadania.
Os dominicanos não revelaram quando chegaram à Rússia nem há quanto tempo estão no país. Eles também não mencionaram se receberam algum tipo de treinamento, como foram recrutados ou qual era a remuneração prometida.
Também não esclareceram quais funções esperavam desempenhar ao chegar à Rússia. Um dos soldados descreveu a dura realidade da vida no campo de batalha, alegando que os russos os têm tratado como "escravos" enquanto enfrentam ataques de drones por parte das forças ucranianas.
Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, um grande número de estrangeiros engrossou as fileiras dos exércitos russo e ucraniano — incluindo brasileiros. Muitos não voltaram para casa.
Um dos combatentes dominicanos afirmou que homens do Peru, do Panamá e da Índia já foram retirados da Rússia e repatriados para seus países de origem. De acordo com o "NY Post", o Ministério das Relações Exteriores do Panamá conseguiu viabilizar o retorno de 17 panamenhos, incluindo 11 que lutaram ao lado da Rússia, enquanto o Peru obteve o retorno de 50 de seus cidadãos, entre eles quatro jovens que escaparam de um centro de treinamento russo.
O governo indiano garantiu a liberação de 139 de seus nacionais que haviam ido para a Rússia para integrar o exército. O apelo no vídeo pede que o presidente dominicano, Luis Abinader, interceda e faça o mesmo com o trio.
Na quinta-feira (22/10), o ministro das Relações Exteriores da República Dominicana, Víctor Ito Bisonó, reuniu-se com Alexey Seredin, embaixador da Rússia na República Dominicana, para discutir a situação de dominicanos combatentes.
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