Ídolos do futebol argentino são acusados de dívidas em cassinos

 

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Quatro lendas do futebol argentino foram acusadas de não pagar dívidas de jogos de apostas nos Estados Unidos. De acordo com o processo, o Resorts World Las Vegas cobra um valor de US$2,6 milhões — mais de R$10 milhões — de Norberto Ortega Sánchez, Sergio “La Bruja” Berti, Sergio “Ratón” Zárate e José “Turu” Flores. As informações são do jornal La Nacion.

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Segundo o veículo, os jogadores teriam deixado de pagar títulos de créditos — uma espécie de cheque voltado para jogos de azar. A empresa teria percebido a falta de pagamentos quando foi cobrar os valores.

Se não pagarem o valor devido, os jogadores podem ter seus bens apreendidos e, caso voltem aos Estados Unidos, correm risco de prisão.

Sergio “Ratón” Zárate, que fez fama jogando pelo Necaxa e o América do México entre 1995 e 1999, seria o responsável pela maior dívida: um total de US$1 milhão divididos em quatro títulos de US$250 mil.

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Ídolo do San Lorenzo, Norberto Ortega Sánchez, meio-campista que passou por diversos clubes da Argentina, teria feito uma dívida de US$625 mil em dois títulos: um de US$500 mil e outro de US$125 mil.

Sergio “La Bruja” Berti, meio campista do vitorioso River Plate de Ramón Díaz — o mesmo que comandou Vasco, Botafogo, Corinthians e Internacional — convocado para a Copa do Mundo de 1998, está sendo processado por um valor total de US$500 mil: são duas promissórias emitidas em abril de 2025, sendo uma no valor de US$125 mil e outra de US$375 mil.

O quarto é, talvez, o mais conhecido dos brasileiros. José “Turu” Flores, atacante argentino, foi um dos principais jogadores do escrete do Vélez Sarsfield que venceu o São Paulo na final da Libertadores de 1994. Comandado por Carlos Bianchi, o Vélez também seria campeão do Mundial daquele ano, em cima do Milan.

De acordo com o La Nación, Turu é processado por uma única nota promissória de US$500 mil, também datada de abril do ano passado.

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O “Escândalo dos cassinos”

Berti, Turu, Sanchez e Zárate seriam parte do que a mídia argentina vêm chamando de “escândalo dos cassinos”, perpetrado pelo agente Maximiliano Palermo.

Segundo o La Nación, Palermo convidaria jogadores, jornalistas e apostadores para Las Vegas, nos Estados Unidos, pagando passagens e hospedagem, para que jogassem nos cassinos da cidade. Ele, então, receberia comissões a partir das perdas dos jogadores.

De acordo com um jornalista argentino, Enrique Felman — que foi preso no ano passado pelo mesmo motivo —, Palermo levaria até 400 pessoas por mês para o país, onde oferecia crédito para que jogassem, afirmando que cuidaria da dívida.

Além disso, as vítimas receberiam bônus de acordo com o volume do aporte. De acordo com Felman, um aporte de US$500 mil poderia dar um bônus de até US$10 mil: “Eles nos deram as fichas e nos fizeram assinar um documento. Disseram: 'Não se preocupem, se perderem, nós devolvemos o dinheiro para vocês pagarem ao cassino’”, afirmou o jornalista em entrevista ao La Nación

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