Dolly Parton, uma das maiores lendas da música country, morreu aos 80 anos nesta terça-feira (25).
A morte da cantora, compositora e atriz foi anunciada em um vídeo publicado nas redes sociais por seu sobrinho, Brian Seaver, que revelou que a própria artista havia pedido, anos antes, que o falecimento fosse comunicado dessa maneira.
A causa da morte não foi divulgada.
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Seaver, filho de Cassie Parton, irmã de Dolly, afirmou que o pedido foi feito quando ele ainda não conseguia imaginar o momento em que precisaria gravar o anúncio.
Ele trabalhou como chefe de segurança da cantora por mais de duas décadas, função que havia sido exercida anteriormente por seu pai, Larry.
— Este anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu anos atrás, antes que eu pudesse absorver completamente isso como uma realidade futura — disse Seaver.
No pronunciamento, ele afirmou que a tristeza pertence à família, enquanto Dolly teria partido em paz.
Segundo o sobrinho, a cantora morreu cercada, em sua fé, pela lembrança do marido, Carl Dean, dos pais e de outras pessoas próximas que morreram antes dela.
— Dolly viveu na luz — afirmou.
Problemas de saúde
A cantora vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos meses e havia reduzido suas aparições públicas.
Ela também cancelou uma residência que faria em Las Vegas.
Poucos dias antes da morte, Parton havia falado publicamente sobre sua saúde e dito que continuava se recuperando.
Em entrevista recente à revista People, a artista contou que passou a lidar com problemas de saúde aos quais não havia dado atenção enquanto cuidava do marido, Carl Dean, que morreu em março de 2025, após quase 60 anos de casamento.
— Estou a lidar com alguns problemas de saúde a que simplesmente não prestei atenção enquanto estava a cuidar do Carl — disse Parton na ocasião.
Apesar das dificuldades, ela afirmou que continuava trabalhando.
Parton também havia revelado que estudava a possibilidade de realizar apresentações por meio de um avatar digital, projeto que ainda estava em fase inicial e poderia permitir que sua presença artística continuasse nos palcos de forma virtual.
No vídeo publicado após sua morte, Seaver relembrou a relação da cantora com a família e destacou o impacto de sua trajetória profissional.
Ele contou que começou a acompanhá-la na estrada ainda criança, no início dos anos 1980.
Segundo ele, Dolly Parton abriu portas para seus familiares e também para gerações de cantores, compositores, músicos e artistas de diferentes partes do mundo.
— Ela nunca viu uma porta que não pudesse abrir.
E a porta que ela abriu fez e mudou a história — afirmou.
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Seaver também descreveu a cantora como uma espécie de integrante da família de seus fãs, lembrando sua presença durante décadas em discos, CDs, programas de televisão e, mais recentemente, nas playlists dos celulares.
A família e a equipe responsável pelo legado de Parton, segundo o sobrinho, trabalharão para preservar sua memória.
Em uma das últimas lembranças compartilhadas no vídeo, ele contou que a cantora havia feito um pedido específico sobre como gostaria de descansar.
— Dolly me ligou e disse que queria descansar em uma bela cama de algodão macio, porque, depois de uma vida usando pesados strass, ela finalmente merece estar confortável e descansar — afirmou.
Carreira de mais de seis décadas
Dolly Parton se tornou uma das figuras mais influentes da música americana, com sucessos como "Jolene", "9 to 5" e "I Will Always Love You".
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, também atuou no cinema e na televisão e desenvolveu projetos filantrópicos, como a Imagination Library.
A cantora americana de música country Dolly Parton se apresenta no Pyramid Stage, no último dia do Glastonbury Festival of Music and Performing Arts, em Worthy Farm, Somerset, no sudoeste da Inglaterra, em 29 de junho de 2014
LEON NEAL / AFP
A morte encerra a trajetória de uma artista que ultrapassou as fronteiras da música country e se consolidou como uma das personalidades mais reconhecidas da cultura americana.
