Dólar turismo atinge menor patamar do ano e já é negociado a R$ 5,48 nas casas de câmbio
Com a queda do dólar comercial, que atingiu R$ 5,17 nesta quarta-feira, o dólar turismo acompanha o movimento e já é negociado a R$ 5,48 nas casas de câmbio. O euro turismo também recua e chega a ser vendido por R$ 6,50. De acordo com casas de câmbio ouvidas pelo GLOBO, a moeda está no menor patamar do ano.
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Na Brazilian Connection, no Rio, o dólar e o euro, já com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), são vendidos, respectivamente, a R$ 5,48 e a R$ 6,50, o menor valor de 2026 até agora. Segundo o diretor da casa, André Costa, a procura pelas moedas vem crescendo desde dezembro de 2025.
— Com as festas de fim de ano e, agora, com o carnaval e a Semana Santa, houve aumento na demanda. Cresceu tanto a procura de quem compra quanto de turistas que vêm vender a moeda — afirmou.
Na paulista SP Mundi, o dólar turismo estava em R$ 5,52 nesta manhã e o euro em R$ 6,59, ambos já com IOF. As duas moedas estão nos menores valores do ano, que já haviam sido alcançados nos dias 28 e 29 de janeiro.
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De acordo com Vinicius Miranda, operador de câmbio da SP Mundi, a procura por moedas em espécie tem diminuído por conta da preferência crescente pelas contas digitais, mas teve um aumento recente:
— A demanda caiu de forma geral, mas, de dezembro para cá, registramos um aumento entre 15% e 20% nas operações, tanto de compra quanto de venda — disse.
Já na RJ Câmbios, o dólar é negociado a R$ 5,53 para a venda e o euro, a R$ 6,59.
A queda do dólar por aqui acompanha movimento global. Além disso, o aumento das expectativas de cortes de juros no Brasil tem impulsionado a valorização das empresas por aqui, o que reforça a entrada de capital estrangeiro. Com mais dólar entrando no país, a cotação da moeda cai no Brasil.
Outra razão para queda da moeda no Brasil são os dados da economia americana divulgados hoje. Houve criação de 130 mil postos de trabalho em janeiro, segundo relatório do Departamento do Trabalho dos EUA.
Para analistas, o resultado reduz a probabilidade de cortes na taxa de juros do país na próxima reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Se os juros forem mantidos por lá, a tendência é que os investidores procurem países com taxas mais elevadas, para obterem um retorno maior de seus investimentos, como o Brasil, onde a Selic está 15% ao ano.
