Dólar sobe 9% pós-eleição, maior alta semanal desde 2008, e bolsa cai 18%

Dólar sobe 9% pós-eleição, maior alta semanal desde 2008, e bolsa cai 18% - Foto
Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou a maior queda semanal acumulada desde 2020, no início da pandemia de covid-19. A redução foi de 18,12%.

Já o dólar teve alta de 9,04%, maior avanço semanal desde 2008. O mercado operou esta semana sob os efeitos do resultado eleitoral, que terminou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito pela quarta vez no domingo (25/10).

Uma vitória do candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL), já vinha sendo precificada entre os especialistas após o resultado do 1° turno. Para o chefe de Câmbio e Contas Internacionais da Convexa Investimentos, Emerson Junior, a disparada da moeda americana no ambiente doméstico refletiu a cautela dos investidores com a indefinição sobre a equipe econômica e a política fiscal do novo governo.

A avaliação do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) não cortará a taxa Selic na reunião da próxima semana. “Para os próximos pregões, a atenção do mercado continuará totalmente voltada à decisão de política monetária do Banco Central do Brasil e aos possíveis anúncios de nomes para o Ministério da Fazenda, fatores cruciais para a calibragem dos prêmios de risco e do câmbio”, disse.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo enviará ao Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) com o compromisso de mirar o centro da meta fiscal, que este ano é de 0,25% do PIB, diferentemente do que vem sendo adotado, mirando sempre o piso da meta. A meta fiscal tem banda de tolerância de 0,25% para cima ou para baixo, portanto, em 2026 a meta tem como piso o déficit zero, ou seja, o equilíbrio entre receitas e despesas.

A prática adotada pelo governo é amplamente criticada pelo mercado, que vê a estrutura de meta fiscal como fictícia, já que sempre é cumprida pelo piso. Ao mirar o centro da meta, o governo terá de fazer um esforço maior para estabilizar as contas públicas, o que pode obrigar bloqueios e contingenciamentos maiores em 2027.

A equipe econômica estuda medidas para estabilizar a dívida pública, fazer o ajuste fiscal e conquistar a confiança do mercado financeiro. Tudo isso, no entanto, passa pelo nome a ser escolhido para o comando do Ministério da Fazenda, que ainda não foi decidido.

Publicação Original Metropoles metropoles.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →