O dólar comercial abriu o pregão desta segunda-feira despencando, em queda de mais de 4% e, com isso, furando a barreira dos R$ 5 no mercado à vista. O surpreendente resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de ontem, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por pouco menos de dois pontos percentuais, alimenta a expectativa de mudança da política econômica e gera um alívio agressivo de prêmios de risco neste início de sessão.
Nesse sentido, vale a pena os investidores ficarem atentos na possibilidade dos contratos futuros do dólar atingirem os limites de negociações da B3, de 6% tanto para alta quanto para queda da divisa americana. Se esse limite for atingido, a cotação é “travada” — algo semelhante a um “circuit breaker” —, exceto pelo fato de que o mercado não deixa de operar.
Por volta, 9h30, o dólar à vista tinha queda de 4,49%, a R$ 4,9825, após tocar a mínima intradiária de R$ 4,9740. Já o dólar futuro para novembro despencava 4,68%, a R$ 5,0070. O euro comercial, por sua vez, cedia 4,89%, a R$ 5,5861.
No exterior, o índice DXY do dólar avançava 0,32%, a 102,26 pontos. Contra pares do real, a divisa americana tinha quedas modestas de 0,14% ante o peso mexicano e de 0,11% ante o rand sul-africano.
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