Dólar encosta em R$ 5,30 e Bolsa cai mais de 3% com novos ataques no Irã e no Líbano

 

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O dólar opera em forte alta frente ao real, refletindo o aumento da tensão após a intensificação da guerra no Oriente Médio, com ataques no Irã e no Líbano. A moeda chegou a R$ 5,29 nesta manhã, com receio de que o conflito se espalhe na região e informações desencontradas por parte de integrantes do governo americano.

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Às 11h10, o dólar havia perdido um pouco o fôlego, mas ainda subia com força: alta de 2,06%, cotado a R$ 5,27. No mesmo horário, o DXY — índice que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas — avançava 0,82%, aos 99,18 pontos.

O conflito também impulsiona o petróleo. O Brent, referência global, com vencimento em maio de 2026, avançava 7,59%, a US$ 83,72 o barril, diante do risco de interrupções na oferta.

Do lado iraniano, o governo ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. No início da noite de ontem no Brasil a Guarda Revolucionária iraniana anunciou que havia fechado o canal.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que não há cronograma definido para o fim da ofensiva. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, rejeitou a ideia de uma guerra “sem fim”, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que “os ataques mais duros do Exército dos EUA ainda estão por vir”.

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No Brasil, o Ibovespa acompanhava o movimento negativo das bolsas internacionais. Por volta das 11h10, o principal índice da B3 recuava 3,50%, aos 182.674 pontos. Apenas as ações de petrolíferas registravam alta, sustentadas pela disparada do petróleo. A Petrobras subia 0,45% (ON) e 0,75% (PN). A PRIO avançava 0,23%, enquanto a Brava Energia ganhava 0,21%. Já a PetroReconcavo recuava 0,08%.

A maior incerteza global também pressionava a curva de juros. Por volta das 10h39, as taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) avançavam em todos os vencimentos: janeiro de 2027 subia a 13,450%, ante 13,305% no fechamento anterior; janeiro de 2028 ia a 12,875%, ante 12,710%; janeiro de 2029 marcava 12,935%, ante 12,745%; janeiro de 2030 avançava a 13,150%, ante 12,955%; e janeiro de 2031 subia a 13,310%, ante 13,115%.

A alta dos juros pressionava ações ligadas à economia doméstica. Os papéis do Itaú Unibanco recuavam 3,61%, enquanto a Magazine Luiza despencava 5,33%.