Dólar abre em alta e petróleo dispara, com guerra no Irã; Bolsas globais recuam
O dólar abriu em alta nesta segunda-feira, negociado a R$ 5,15, com a intensificação do conflito no Oriente Médio. Israel fez uma ofensiva contra o Líbano nesta manhã, e houve retaliação do Irã, que afirma ter atacado Tel Aviv. Drones iranianos também atingiram o Catar.
No exterior, a moeda americana e o ouro sobem, enquanto as Bolsas globais recuam. O petróleo disparou.
O baril do tipo Brent, referência internacional, era negociado a US$ 78,33 o barril, alta de 7,49%, por volta das 9h, depois que o conflito praticamente fechou o Estreito de Ormuz — vital para transporte da commodity. Por ele passam cerca de um quinto do petróleo mundial, além de volumes significativos de gás.
Além disso, a Arábia Saudita, uma das maiores produtoras mundiais de petróleo, fechou sua principal refinaria, abalando ainda mais o mercado de petróleo. O Irã também é um dos principais produtores e exportadores de petróleo do mundo.
O ritmo "dependerá muito da gravidade da restrição de oferta", disse Ken Medlock, pesquisador de energia do Instituto Baker da Universidade Rice.
Na abertura dos negócios, o Brent chegou a subir 13%, acima de US$ 82, maior preço desde janeiro de 2025.
Nas bolsas globais, a tendência é de queda, com exceção da China:
Bolsas Asiáticas:
Tóquio: -1,35%
Hong Kong: - 2,14%
China: +0,38%
Bolsas Europeias:
Londres: -1,81%
Paris: -1,57%
Frankfurt: -1,76%
Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 caíam 1,13%. Os contratos da Nasdaq registram queda de 1,45%, enquanto os futuros do Dow Jones recuam 1,14%.
O conflito crescente no Oriente Médio acrescenta novos obstáculos a mercados que já estavam sob pressão devido às mudanças na política tarifária dos Estados Unidos, às disrupções provocadas pela inteligência artificial e às tensões relacionadas ao crédito privado. Entre as questões mais urgentes para os operadores estão quanto tempo o conflito irá durar e até onde as hostilidades irão se espalhar
— O desfecho final permanece altamente incerto, variando de uma saída política relativamente rápida a uma ampliação regional do conflito — disse Mathieu Racheter, chefe de estratégia de ações do Julius Baer. — Em meio a essa névoa de guerra, os mercados tendem a negociar probabilidades, e não fatos em constante mudança.
