O dólar à vista exibe desvalorização frente ao real na sessão desta segunda-feira, em linha com a dinâmica da maioria dos mercados mais líquidos.
O movimento recebe suporte dos preços do petróleo e de pesquisas eleitorais, segundo traders.
A depreciação oscila ao longo das negociações por conta da formação da Ptax de fim de mês.
Após a última janela de consulta para a taxa do Banco Central, a volatilidade tende a perder amplitude.
Ainda que o dólar recue hoje, no mês de agosto a moeda deve acumular alta superior a 2%.
Perto das 13h10, o dólar à vista era negociado em queda de 0,34%, cotado a R$ 5,1782, depois de bater a mínima de R$ 5,1610 e encostar na máxima de R$ 5,1860.
Já o euro comercial registrava depreciação de 0,06%, a R$ 6,0160.
No exterior, no horário mencionado acima, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,28%, aos 99,425 pontos.
Desde o começo da sessão de hoje, o dólar à vista recua frente ao real, em um movimento alinhado ao externo, mas também reforçado por questões locais.
Os preços do petróleo podem estar oferecendo suporte novamente ao câmbio brasileiro e as pesquisas eleitorais indicando uma disputa presidencial mais acirrada também.
As pesquisas BTG/Nexus e AtlasIntel/Bloomberg reforçaram essa percepção, e isso pode estar dando um alívio adicional ao real, que vinha sendo mais pressionado do que os pares.
No pregão de hoje, a moeda brasileira está entre as cinco moedas mais fortes do dia, na relação das 33 divisas mais líquidas, ao lado de rand sul-africano, zloty polonês, won sul-coreano e coroa sueca.
No balanço mensal, o dólar acumula apreciação de 2,13% frente ao real, na maior segunda maior valorização nos mercados mais líquidos, atrás apenas da alta superior a 8% ante ao rublo russo.
Estrategistas do banco BBVA afirmam que as preocupações em torno da eleição presidencial do Brasil finalmente parecem ter começado a pesar sobre o mercado de câmbio.
“As pressões têm sido relativamente ordenadas, mas levaram o dólar à iminência de romper a média móvel de 200 dias, em R$ 5,1943, nível que foi rompido brevemente na semana passada.
Acima desse nível, o patamar de R$ 5,30 foi a principal referência de alta nos últimos oito meses”, dizem.
“Continuamos cautelosos em relação ao real até a votação de outubro, sendo o dólar a R$ 5,35 um nível que estaria próximo de precificar uma vitória de Lula como cenário-base.”
